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29 de Setembro de 2026, 12h:05 - A | A

POLÍTICA / BAIXARIA NO GABINETE

Suplente acusa vereador Jeferson Siqueira de ameaça após declarar voto em Paula Calil na Câmara de Cuiabá

Suplente Antônio Lemes relata que foi intimidado por colega e pelo irmão dele em gabinete após recusar alinhamento político para a Mesa Diretora.

RepórterMT/Karine Arruda

Suplente afirma que teme por sua integridade física.

Suplente afirma que teme por sua integridade física.

ANA ADÉLIA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



O vereador suplente Antônio Lemes (PSD), que ocupa temporariamente a vaga do titular Jeferson Siqueira (PSD), denunciou hoje (29) ter sofrido pressões e ameaças após declarar que votará no projeto de resolução favorável à recondução da vereadora Paula Calil (PL) à presidência da Casa. Concorre na oposição o vereador Ilde Taques (Podemos).

A denúncia veio à tona durante coletiva de imprensa. Segundo Lemes, a desavença começou após uma convocação para comparecer ao gabinete do colega licenciado. Ao recusar participar de atos políticos, como tirar fotografias ou comparecer a um almoço de articulação para a candidatura de Ilde Taques à presidência, a situação escalou.

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"Fiquei sabendo que ele [Jeferson] entrou com o pedido aqui na Casa para ser substituído ainda para esta sessão, para ele voltar da licença dele, retomar a vaga aqui na Câmara Municipal", relatou o suplente, detalhando a tentativa de manobra para retirá-lo da votação.

"O Jeferson não gostou dessa fala minha, acabou vindo para cima junto com o outro irmão dele que estava por ali". Segundo Lemes, a situação só foi contornada devido à intervenção de Ilde Taques que, segundo ele, "foi muito categórico ali, assumiu a situação, recuou os dois, tiraram até do gabinete".

Apesar de Jeferson não ter chegado às vias de fato, Lemes disse que houve insinuações intimidatórias. "O Jefferson chegou de insinuar que eu não conheço ele, que se eu conhecesse ele eu não estaria fazendo esse desvio de voto, porque o voto é dele, não é meu", afirmou. Diante do episódio, o suplente admitiu que sente medo. "Olha, hoje no mundo que nós vivemos, né, não tem como você não se preocupar em resguardar a nossa integridade física".

A disputa na Câmara ocorre em meio às articulações para a eleição da Mesa Diretora. A sessão desta terça-feira prevê a votação, por maioria simples, do projeto de resolução de autoria do vereador Marcus Brito Júnior (PV) que altera o Regimento Interno para viabilizar a recondução sucessiva de Paula Calil ao comando do Parlamento municipal.

Se a mudança for aprovada, Paula poderá disputar novamente a Presidência da Câmara. A aprovação do texto, por si só, não a reconduz ao posto.

A eleição da nova Mesa Diretora está marcada para 6 de outubro. Até lá, os vereadores precisam decidir se mudam a regra que hoje impede a candidatura de Paula à recondução.

 

Veja o vídeo:

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