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29 de Setembro de 2026, 11h:00 - A | A

PAPO RETO / ADVOGADO ASSASSINADO

Zampieri era o Vorcaro de Cuiabá, diz defesa de coronel no banco dos réus

Reprodução

Advogada Sarah Quinetti Pironi, que integra a defesa do coronel da reserva do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas

Advogada Sarah Quinetti Pironi, que integra a defesa do coronel da reserva do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas

DO REPÓRTERMT



A advogada Sarah Quinetti Pironi, que integra a defesa do coronel da reserva do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, afirmou hoje (29) que o advogado Roberto Zampieri atuava com características semelhantes às do banqueiro Daniel Vorcaro. "A gente tem falado que é um 'Vorcaro de Cuiabá', o doutor Zampieri", declarou a defensora.

Segundo a advogada, existem conversas relacionadas aos desdobramentos do caso que não teriam sido reveladas ao público. O conteúdo das quebras de sigilo extraídas do celulare de Zampieri escancarou um esquema de negociação de venda se sentenças que abalou as estruturas do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT).

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O avanço das apurações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Polícia Federal (PF) a partir do material resultou na Operação Sisamnes, que apura uma rede formada por advogados, lobistas, empresários, assessores, chefes de gabinete e magistrados.

A declaração da advogada foi dada antes do início do julgamento dos réus acusados pelo assassinato de Zampieri, morto a tiros em dezembro de 2023 na Capital. O julgamento é conduzido pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.

No banco dos réus estão o executor material Antônio Gomes da Silva, o instrutor de tiro Hedilerson Fialho Martins Barbosa (apontado como responsável por intermediar a ação e fornecer a arma) e o coronel da reserva do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, acusado de financiar e articular a execução. As investigações apontam o casal de fazendeiros Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Manoel de Rondon, de Rondonópolis, como os mandantes da empreitada criminosa.

O Ministério Público sustenta que o assassinato teria sido motivado por uma disputa judicial envolvendo a Fazenda Lagoa Azul, em Ribeirão Cascalheira, a 742 quilômetros de Cuiabá, avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões.

 

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