Cuiabá, 08 de Novembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
08 de Novembro de 2026

08 de Novembro de 2026, 08h:10 - A | A

PAPO RETO / DILEMA POLÍTICO

Mauro terá que escolher entre aliado de partido e candidato da direita na disputa pelo Senado

Mendes vai ter que escolher entre votar no seu colega do UB, Davi Alcolumbre ou em Rogério Marinho, nome defendido pela direita.

Karine Arruda/ Repórter MT

durante o período eleitoral, MaDurante a campanha Mauro demonstrou alinhamento a pautas da direita

durante o período eleitoral, MaDurante a campanha Mauro demonstrou alinhamento a pautas da direita

DO REPÓRTERMT
Durante o período eleitoral, Mauro demonstrou alin



O ex-governador de Mato Grosso e senador eleito Mauro Mendes (União Brasil) nem assumiu o mandato no Senado Federal, mas já terá que enfrentar um dilema político delicado no primeiro dia de trabalho, em 1º de fevereiro de 2027. Isso porque, na eleição da Mesa Diretora, para o biênio 2027/28, ele terá que escolher entre votar na reeleição do colega de partido Davi Alcolumbre ou em Rogério Marinho (PL), nome defendido pela direita.

Sendo que durante o período eleitoral, Mauro demonstrou alinhamento a pautas da direita, especialmente, ao defender o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), desde que haja comprovação de prática ilícita. Além disso, seu primeiro suplente, Cidinho Santos, mantém proximidade política com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas e com a família Bolsonaro.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Caso vote em Marinho, Mauro poderá contrariar os interesses de seu próprio partido, criar um desgaste com a ala governista e com setores ligados ao STF. Por outro lado, se escolher Alcolumbre, vai enfrentar questionamentos de aliados da direita, que articulam a candidatura do senador do PL para assumir a presidência da Casa.

Balbinotti e WF reforçam apoio à candidatura de Marinho à presidência do Senado

A direita conseguiu eleger 33 senadores e ampliar sua bancada para cerca de 50 das 81 cadeiras do Senado, o que promete tornar a disputa uma das primeiras grandes provas de articulação política do Congresso Nacional.

Vale lembrar que Mendes não estava entre os 33 senadores que participaram da reunião que lançou Marinho à presidência do Senado Federal, na última quarta-feira (4), em Brasília.

Do Estado, estavam apenas o primeiro suplente Odílio Balbinotti (PL), representando o senador eleito, José Medeiros (PL) e Wellington Fagundes (PL).

Comente esta notícia