Montagem/ RepórterMT

Samuel Frungilo detalhou que a acusação sustenta o pedido de condenação por homicídio triplamente qualificado.
ANA ADÉLIA JÁCOMO
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) espera uma condenação que se aproxime da pena máxima de 30 anos de reclusão para os três réus julgados hoje (29) pela morte do advogado Roberto Zampieri, executado em dezembro de 2023 em Cuiabá. O julgamento começou às 9h no Plenário do Júri do Fórum. (Veja o vídeo no final da matéria).
Em entrevista concedida no Fórum de Cuiabá, o promotor de Justiça Samuel Frungilo detalhou que a acusação sustenta o pedido de condenação por homicídio triplamente qualificado. Os agravantes apontados pelo MP incluem a utilização de paga ou promessa de recompensa, o emprego de arma de uso restrito e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
"O pedido do Ministério Público é que eles sejam condenados por homicídio triplamente qualificado. Acredito que a pena se aproximará do máximo de trinta anos", afirmou o promotor. A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal.
No banco dos réus estão o executor material Antônio Gomes da Silva, o instrutor de tiro Hedilerson Fialho Martins Barbosa (apontado como responsável por intermediar a ação e fornecer a arma) e o coronel da reserva do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, acusado de financiar e articular a execução.
Questionado sobre os mandantes do crime, Frungilo confirmou que as investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal apontam o casal de fazendeiros Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Manoel de Rondon, de Rondonópolis, como os mandantes da empreitada criminosa.
Montagem Repórter MT
O produtor rural Aníbal Manoel Laurindo e a esposa, Elenice Ballarotti Laurindo, respondem em processo separado como supostos mandantes do crime.
Contudo, o promotor destacou que um inquérito complementar foi instaurado a pedido do MPMT para apurar a eventual participação de outros envolvidos.
O representante do Ministério Público também disse que, além do julgamento, os réus responderão em outro processo por integrarem organização criminosa. A medida, segundo a acusação, pode resultar em novos reflexos na situação penal do trio, que permanece preso.
O caso
O advogado Roberto Zampieri foi assassinado no dia 5 de dezembro de 2023, em frente ao escritório onde trabalhava, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Segundo a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva teria sido o executor do assassinato. Conforme a investigação, ele confessou ter feito os disparos e teria sido contratado para matar o advogado.
RepórterMT
Zampieri foi assassinado com 10 tiros dento do seu veículo após deixar escritório onde atuava.
Hedilerson Fialho Martins Barbosa, instrutor de tiro, é acusado de atuar como intermediário. A denúncia aponta que ele teria feito a ligação entre o executor e os responsáveis pela contratação, além de fornecer a arma utilizada no crime.
Leia mais - Trio acusado pela morte do advogado Zampieri continuará preso até novo julgamento
Já Caçadini, coronel da reserva do Exército, é acusado de participar da articulação e do financiamento da execução.
O Ministério Público sustenta que o assassinato teria sido motivado por uma disputa judicial envolvendo a Fazenda Lagoa Azul, em Ribeirão Cascalheira, a 742 quilômetros de Cuiabá, avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões.
Veja o vídeo:













