EDUARDA FERNANDES
DO REPÓRTERMT
A ameaça de que haveria uma bomba instalada no carro de Noeli Simsen, morta a tiros nessa segunda-feira (28), em Cáceres (a 220 km de Cuiabá), não se confirmou. O Esquadrão de Bombas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) realizou uma varredura no veículo e não encontrou qualquer artefato explosivo.
A inspeção foi realizada depois que a Polícia Militar teve acesso a uma mensagem atribuída ao ex-marido da vítima, o policial civil aposentado Ricardo de Souza Pessoa, autor do feminicídio.
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Segundo boletim do Bope, a mensagem dizia: “Cuidado com o carro, pode ter uma bomba lá, já que você fala que eu sou tão mau assim”.
Diante da gravidade da ameaça, policiais isolaram a área próxima ao veículo até a chegada dos técnicos explosivistas. O Bope informou que adotou os procedimentos de segurança e realizou uma inspeção detalhada no automóvel. Nenhuma bomba, artefato explosivo ou objeto que apresentasse risco à segurança foi localizado.
O carro, conforme o boletim, estava em posse de Ricardo desde a separação do casal, ocorrida aproximadamente cinco meses antes.
A ameaça foi localizada durante o atendimento à ocorrência da morte de Noeli. Segundo testemunhas ouvidas pela Polícia Militar, Ricardo teria acessado pela janela o quarto do Hotel Real onde a ex-mulher estava. Em seguida, foram ouvidos aproximadamente quatro disparos.
Ele teria deixado o local após os tiros e posteriormente se apresentado em uma delegacia de Cáceres. O caso é investigado pela Polícia Civil.
Denuncie
A violência contra a mulher não pode ser ignorada e nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.
Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.
O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.














