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19 de Dezembro de 2016, 17h:50 - A | A

POLÍTICA / POR SALÁRIOS E RGA

Sindicalistas ameaçam ocupar Assembleia e não descartam nova greve de servidores

Representantes dos servidores estaduais reclamam da falta de diálogo sobre leis que afetam diretamente salários e garantias trabalhistas

CELLY SILVA
DA REDAÇÃO



Presidentes de sindicatos de servidores públicos do Estado se reuniram na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, desde o começo da tarde desta segunda-feira (19), e prometem ocupar o espaço a partir desta terça-feira (20), em protesto.

“A ocupação começa agora, de forma pacífica. Nós vamos convocar os trabalhadores, a partir de amanhã [terça-feira, 20]. Tem audiência pública aqui e vamos fazer essa ocupação, vamos para o corpo a corpo com os deputados”, disse  o presidente do Sima, Oscarlino Alves.

Eles exigem explicações por parte dos deputados estaduais sobre as pautas enviadas pelo governador Pedro Taques (PSDB), a quem eles acusam de interromper o diálogo desde a greve reivindicando o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA), que ocorreu no meio deste ano.

Os sindicalistas questionam a inclusão da RGA na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2017 e também o projeto de lei complementar análogo ao Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 55, que foi aprovado no Congresso Nacional e que prevê o congelamento de salários de servidores públicos para os próximos anos.

Em Mato Grosso, Taques já afirmou que a votação deve ocorrer nos próximos dias.

Taques encaminha à ALMT projeto que congela salários e RGA de servidores

“A ocupação começa agora, de forma pacífica. Nós vamos convocar os trabalhadores, a partir de amanhã [terça-feira, 20]. Tem audiência pública aqui e vamos fazer essa ocupação, vamos para o corpo a corpo com os deputados”, disse Oscarlino Alves, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado (Sisma-MT).

Ele reclamou da falta de informações concretas sobre essas pautas.

“Nós não estamos sabendo de nada, justamente porque não tem diálogo com o Governo. Nós estamos chegando na véspera de uma suposta votação na Casa de Leis e não sabemos de nada. O Governo interrompeu o diálogo conosco desde a greve e não nos atende”, afirmou.

O presidente do Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental do Govenro (Sinpaig), Edmundo César Leite, estendeu a crítica à falta de informações também para o Legislativo, e se mostrou cético quanto à palavra dos deputados.

“A própria Assembleia Legislativa diz que não conhece esse projeto. E claro que nós sabemos que conhece, mas que não tem um projeto oficial dentro da Casa. Estivemos durante a manhã conversando com o [deputado] Guilherme Maluf, lá na Casa Civi, e ele nos garantiu que não tem nada aqui, na Casa e que não vai colocar essa matéria para votar este mês”, disse.

Além da ocupação de espaço na Assembleia, a possibilidade de uma greve geral greve também não está descartada pelo Fórum Sindical.

“Se esse for o caminho, o alinhamento das ações, nós podemos partir para um novo movimento paredista, que a gente acredita que seja maior porque agora chegou em um momento crucial. Agora, nós chegamos em um momento insustentável: dano moral financeiro, dano pessoal, o trabalhador está sem dinheiro para comprar medicamento”, afirmou Oscarlino.

Outro lado

Durante entrevista coletiva, antes da solenidade de posse da nova diretoria do Tribunal de Justiça, o governador Pedro Taques disse que ainda não enviou o projeto de lei que prevê corte de gastos no Estado.

“Eu vejo como algo democrático. Toda manifestação é democrática, desde que não use de violência. Hoje, tem uma verdadeira batalha campal em frente à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, e aconteceu também no Rio e Janeiro. Espero que aqui em Mato Grosso não ocorra isso. As medidas necessárias serão tomadas”, disse o governador sobre a ocupação no Legislativo mato-grossense.

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Teilor 20/12/2016

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Daniel 20/12/2016

Querem acabar gradativamente com as carreiras típicas de Estado. Sucateando cada vez mais a máquina pública, para poderem justificar terceirizações/privatizações. E nesse governo, Pedro Taques, não é diferente em nada dos anteriores. Na verdade é muito pior.

Elias 20/12/2016

Esse governo é um autoritário não tem diálogo com os poderes nem sociedade. Totalmente diferente do que pregou durante a campanha.

sirley ferreira de arimatea silva 20/12/2016

Estes acontecimentos sao um abismo de sofrimente para os trabalhadoes que sustentam este pais! Só Jesus pode nos salvar! Este governo veio do inferno!

4 comentários

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