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15 de Novembro de 2013, 13h:22 - A | A

POLÍTICA / FIM DO MAL ESTAR

Rodrigão nega saída e diz que já se entendeu com vereadores que pediram sua \"cabeça\"

Ocorre que a nomeação de Rodrigo causou desconforto na base do prefeito Mauro Mendes (PSB) e repercutiu, inclusive, no Palácio Alencastro

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO



O secretário de Comunicação da Câmara de Vereadores de Cuiabá, Rodrigo Rodrigues, afirmou que sua exoneração não será acatada pela Mesa Diretora, presidida por João Emanuel (PSD). Vereadores pediram sua “cabeça” durante sessão plenária desta quinta-feira (14). Leia AQUI.

Segundo ele, o ex-presidente da Casa, vereador Júlio Pinheiro (PTB), teria se ofendido com a manchete de um jornal da Capital, que afirmava ser ele o culpado pela má situação financeira do Legislativo. A afirmação foi atribuída ao secretário, o que causou mal-estar na Casa.

“O que me chateou não foi a polemica de pedirem minha exoneração, mas o fato de o Júlio Pinheiro ser próximo a mim e não ter me procurado para conversar primeiro. Poderia ter me chamado e esclareceríamos tudo antes da sessão”.

Rodrigo disse que já conversou com os vereadores ofendidos pela declaração, e afirmou ao RepórterMT que Júlio foi um dos melhores presidentes da Câmara, já que chegou a devolver R$ 5 milhões à prefeitura, que foram economizados do duodécimo.

“O Júlio Pinheiro foi o primeiro a endossar minha entrada na Câmara. Ele pediu minha exoneração da tribuna, mas no mesmo momento conversei com ele e disse claramente que não tenho a menor vocação pra burro. Eu jamais falaria uma coisa dessa. Ele terminou bem a gestão. Devolveu dinheiro, foi aprovado pelo Tribunal de Contas... A crise não tem nada a ver com ele”, declarou ele.

Ocorre que a nomeação de Rodrigo causou desconforto na base do prefeito Mauro Mendes (PSB) e repercutiu, inclusive, no Palácio Alencastro. Durante a campanha, Rodrigo Rodrigues foi oposição ao socialista, chegando a publicar artigos bem críticos a Mendes. Mesmo assim, ele disse ao site que sua atuação na Câmara será estritamente profissional, e que o objetivo é aproximar os Poderes.

“Não tenho relação pessoal nenhuma com o prefeito Mauro Mendes, mas o meu trabalho é profissional. Vou desenvolver um trabalho voltado à instituição porque tenho que pensar na Câmara. A minha missão é clara: buscar diálogo e entendimento com a prefeitura. Enquanto estive de fora, sempre entendi que essa briga desgastou todo mundo”, disse ele, se referindo a relação conflituosa entre Mendes e João Emanuel.

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