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08 de Novembro de 2026

08 de Novembro de 2026, 17h:40 - A | A

POLÍTICA / PAÍS NO VERMELHO

Pivetta: O Brasil tem problemas que, no curto prazo, a gente não vê luz no fundo do túnel

Governador, no entanto, afirmou que Mato Grosso tem autonomia orçamentária, mas alertou que a conta da crise sobra para o trabalhador.

Karine Arruda/ Repórter MT

Pivetta afirmou que o desequilíbrio das contas públicas federais e a alta de juros penalizam os mais humildes.

Pivetta afirmou que o desequilíbrio das contas públicas federais e a alta de juros penalizam os mais humildes.

ANA ADÉLIA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), fez duras críticas à condução da economia nacional e demonstrou apreensão quanto ao futuro financeiro do Brasil. Em entrevista no Palácio Paiaguás nessa quinta-feira (5), ele apontou a elevada dívida pública, que está em R$ 9,383 trilhões, os juros altos e os impactos da reforma tributária como fatores que desenham um cenário de crise profunda, alertando que a conta do desequilíbrio do governo Lula (PT) será paga pela população mais vulnerável.

Pivetta disse que externou essa preocupação durante reunião com o presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira. Na ocasião, o governador apresentou um panorama das dificuldades econômicas do país e cobrou atuação do Congresso Nacional em defesa dos estados produtores.

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"Falamos sobre o Brasil, sobre tudo, sobre a crise que se avizinha, as dificuldades que certamente nós vamos enfrentar por causa da dívida pública, os juros. Nós já vimos a manutenção dos 13,75%. Isso também é uma notícia que mostra claramente que o ambiente de negócios do Brasil continua não sendo bom. Quem acaba pagando isso é o povo trabalhador, é o povo mais humilde".

O governador ponderou que, embora Mato Grosso mantenha estabilidade e autonomia financeira por conta do rigor orçamentário praticado nos últimos anos, o país caminha para um momento delicado, sem perspectivas imediatas de melhora na esfera federal.

"Mato Grosso é um ponto fora da curva no Brasil. Nós assumimos a nossa autonomia, nós assumimos o nosso destino, nós não dependemos da boa vontade do Governo Federal. Nós temos autonomia orçamentária, nós organizamos as nossas contas, nós definimos o que fazer dentro do nosso Estado de acordo com o interesse da população, e nós precisamos manter isso. É muito importante nós mantermos essa capacidade de resolver os nossos problemas, mesmo o Brasil tendo lá seus problemas que, no curto prazo, a gente não vê luz no fundo do túnel", asseverou o chefe do Executivo.

Alerta também na Capital

A avaliação pessimista do governador é o mesmo feito recentemente pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), sobre o cenário econômico dos municípios para os próximos anos. A estimativa é que a capital mato-grossense deve registrar uma frustração de aproximadamente R$ 300 milhões nos repasses da União, apontando que o aumento de despesas permanentes do Governo Federal ameaça a capacidade financeira do país.

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Em Cuiabá, apesar do crescimento de R$ 67 milhões na receita municipal, a perda atual de R$ 100 milhões em repasses federais já comprometeu a margem financeira da administração. Abilio recomendou cautela aos gestores com a Lei de Responsabilidade Fiscal diante do risco de frustração de receita em 2027, momento em que o Orçamento União prevê o remanejamento de R$ 20 bilhões para custear a expansão de programas sociais e benefícios federais.

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No dia seguinte à reeleição de Lula, o governo federal confirmou o remanejamento de aproximadamente R$ 20 bilhões no Orçamento de 2027.

De acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), o ajuste foi necessário para acomodar despesas relacionadas a medidas anunciadas pelo governo nas semanas que antecederam o segundo turno, entre elas o reajuste de 15% no Bolsa Família, a ampliação do Pé-de-Meia para universitários, o Desenrola 3.0 e o Pix MEI.

Veja o vídeo:

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