Karine Arruda/ Repórter MT

Presidente Max Russi fala sobre o reajuste salarial dos servidores estaduais.
ANA ADÉLIA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
O debate em torno do percentual de recomposição do Reajuste Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais só será aprofundado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) no início de 2027. A confirmação foi feita pelo presidente, deputado Max Russi (Podemos) hoje (4), ao destacar que a análise da pauta salarial ocorrerá simultaneamente à discussão e votação do Orçamento Geral do Estado para o próximo ano.
"Vamos deixar isso para o mês de janeiro, que é o mês que a gente vai fazer o estudo, o trabalho e aprovação da LOA [Lei Orçamentária Anual] do próximo ano".
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O impasse ocorre porque, embora a proposta orçamentária enviada pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) já garanta um índice de 5,36% para cobrir a inflação do período, com reserva de R$ 1,068 bilhão, as categorias de servidores pressionam por um percentual maior, cobrindo perdas e ganho real. É justamente essa margem de aumento acima do repositório inflacionário que dependerá de negociação política durante a votação do orçamento em plenário.
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O presidente da Assembleia afirmou que o posicionamento do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) sobre os gastos com pessoal já era de conhecimento público. Segundo Max, cabe aos sindicatos e categorias conduzir as conversas diretamente com o Poder Executivo.
"Eu acho que o Pivetta foi muito claro na eleição, todo mundo sabe o que o governador Pivetta pensa em relação a isso. Os servidores vão ter que fazer essa discussão lá no Poder Executivo", ressaltou.
A proposta de lei orçamentária apresentada pela Sefaz-MT estima uma receita total de R$ 46,1 bilhões para Mato Grosso, valor 13,07% superior ao projetado para este ano. Apesar da previsão de alta arrecadação e de investimentos que somam R$ 5,65 bilhões, a equipe econômica destacou que a elaboração adotou uma postura de prudência em virtude das incertezas provocadas pela reforma tributária.
O cenário fiscal controlado é justamente um dos argumentos defendidos por Max para apoiar a contenção de despesas e os cortes de cargos comissionados anunciados pelo Palácio Paiaguás, visando preservar a capacidade de investimento do Estado.
Veja o vídeo:












