Karine Arruda/ Repórter MT

Governador afirma que Mato Grosso arca sozinho com o peso de proteger fronteira brasileira
ANA ADÉLIA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) fez duras críticas à atuação do Governo Federal na área de segurança pública. Para Pivetta, o governo Lula (PT) falha em cumprir sua obrigação constitucional básica, deixando o Estado de Mato Grosso desamparado na vigilância da fronteira entre o Estado e a Bolívia. A área de fronteira seca tem 900 quilômetros.
"O governo federal não contribui em nada para a segurança pública no estado de Mato Grosso, mas não é de agora. Durante a campanha eu falei que nós temos uma fronteira de 900 quilômetros, que não é divisa de Mato Grosso com a Bolívia, é divisa do Brasil com a Bolívia."
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O chefe do Executivo estadual ressaltou que a proteção das linhas internacionais de fronteira compete às forças federais e às Forças Armadas, e defendeu que, com o apoio adequado da União, o Estado poderia focar integralmente na segurança interna.
"As forças de segurança nacionais, o exército brasileiro, as forças armadas, a missão número um que elas têm na constituição federal é cuidar das fronteiras do Brasil. O governo federal cumprir com essa obrigação básica que é fazer a vigilância da fronteira e aí sobra a nossa inteligência, a nossa força de trabalho para cuidar da segurança interna do estado."
A faixa de fronteira entre Mato Grosso e a Bolívia abrange as cidades de Cáceres, Porto Esperidião, Vila Bela da Santíssima Trindade e Comodoro, fazendo divisa direta com províncias do departamento boliviano de Santa Cruz (como Velasco e Ángel Sandoval).
Apesar de a vigilância de fronteiras ser uma atribuição constitucional primária da União e das Forças Armadas, o peso do combate ao narcotráfico, contrabando e crime organizado tem recaído majoritariamente sobre o Estado. A principal força de atuação na região é o Gefron (Grupo Especial de Segurança da Fronteira), criado e mantido pelo governo de Mato Grosso, que opera em conjunto com redes estaduais de videomonitoramento e inteligência.
Além do aspecto de segurança, a região vive expectativas de integração econômica. Há um projeto para a constução de uma estrada ligando San Ignacio de Velasco (Bolívia) a Vila Bela da Santíssima Trindade (MT), para facilitar o escoamento da produção agrícola e a importação de insumos estratégicos, a exemplo da ureia, impulsionando o agronegócio regional.
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Veja o vídeo:


















