ANA ADÉLIA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) comentou sobre o andamento das obras para sanar os problemas no abastecimento de água em Várzea Grande. Pivetta evitou cravar um prazo definitivo para a universalização do serviço e do problema histórico no Departamento de Água e Esgoto (DAE), afirmando que o principal entrave técnico reside no desconhecimento da malha subterrânea de tubulações.
"O grande problema lá é o mistério que existe debaixo das ruas, que precisa ser conhecido, e nós estamos lá mapeando isso", justificou o governador ao detalhar as dificuldades operacionais da autarquia de saneamento.
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Segundo Pivetta, o Estado e a prefeitura, sob a gestão de Flávia Moretti (PL), têm atuado em parceria para desafogar o sistema, mas o avanço ocorre de forma gradual. O governador confirmou a reativação de 14 poços artesianos, o que garantiu o retorno do fornecimento para aproximadamente 20% dos moradores que enfrentavam torneiras secas, restando ainda 80% da demanda a ser atendida conforme os planos de ação futuros e a chegada de novos equipamentos importados.
Pivetta reforçou que as frentes de trabalho executadas até o momento consistem em respostas pontuais para amenizar o sofrimento imediato da população. "O que nós fizemos até agora foi tudo ações pontuais, reativando poços já existentes que estavam desativados. Adquirimos equipamentos e materiais que ainda não chegaram", explicou, sem estabelecer uma data exata para a conclusão total das melhorias estruturais na rede.
Intervenção do Estado
A força-tarefa operacional no DAE-VG foi oficializada pelo Governo do Estado em 22 de julho após assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) "Aliança pela Água", firmado em conjunto com a Prefeitura de Várzea Grande, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O pacto visa conter o colapso histórico do saneamento básico na cidade e reestruturar o atendimento à população.
A medida do Executivo estadual atende à crise financeira declarada pela prefeita Flávia Moretti (PL), que decretou estado de calamidade pública na autarquia. O DAE-VG opera sob severa restrição orçamentária, acumulando um déficit imediato de R$ 28,7 milhões, dívidas de R$ 172,2 milhões com a concessionária de energia elétrica e R$ 314 milhões em precatórios.
Para viabilizar as intervenções e recuperar a liquidez do órgão, o Governo de Mato Grosso aporta até R$ 60 milhões em recursos próprios neste primeiro momento.
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