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08 de Maio de 2026, 19h:32 - A | A

POLÍTICA / CRISE DA TOGA

Perri: Afastamentos de magistrados demonstra à sociedade que há limpeza nos quadros do Judiciário

Desembargador defendeu afastamento definitivo, se comprovadas irregularidades.

Karine Arruda/RepórterMT

Desembargador Orlando Perri diz que afastamento de magistrados demonstra limpeza no judiciário

Desembargador Orlando Perri diz que afastamento de magistrados demonstra limpeza no judiciário

VANESSA MORENO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Orlando de Almeida Perri, comentou o afastamento recente de cerca de dez magistrados do Poder Judiciário mato-grossense por possíveis irregularidades, como abuso de autoridade, baixa produtividade, venda de sentenças, entre outras faltas graves.

Para o desembargador, trata-se de uma situação perturbadora, mas também alentadora, pois mostra à sociedade que o Judiciário está fazendo uma limpeza em seus quadros.

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“É ao mesmo tempo perturbador e até alentador, porque isso está mostrando à sociedade que o judiciário está depurando os maus juízos dos seus quadros”, disse Perri.

Desde 2024, vieram à tona pelo menos dez casos de magistrados afastados.

Um deles é o desembargador Sebastião de Moraes Filho, suspeito de envolvimento em esquema de venda de sentenças. Ele foi afastado em agosto de 2024 e, em novembro do ano passado, completou 75 anos e foi aposentado compulsoriamente sem conseguir voltar ao cargo.

Também estão afastados por suspeita de venda de sentenças os desembargadores João Ferreira Filho e Dirceu dos Santos.

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Além dos magistrados da segunda instância, estão afastados os juízes Mirko Vincenzo Gianotte, de Sinop; Silvia Renata Anffe Souza de Moura e Anderson Candiotto, de Sorriso; Tatiana dos Santos Batista, de Vila Bela da Santíssima Trindade; Ivan Lúcio Amarante, de Vila Rica; e Maria das Graças Gomes da Costa, de Rondonópolis.

Os afastamentos mais recentes são do juiz Fernando da Fonsêca Melo, do 3º Juizado Especial Cível de Cuiabá, e de Alexandre Meinberg Ceroy, da 3ª Vara Cível de Barra do Garças.

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À imprensa, Orlando Perri preferiu não comentar se considera os magistrados afastados culpados ou não, mas defendeu que, caso a culpabilidade seja comprovada, eles sejam afastados definitivamente da magistratura.

“Não vou fazer juízo de valor se essas pessoas que estão afastadas são culpadas ou não. A Justiça que vai decidir isso, mas existe uma investigação que recai sobre elas e isso precisa ser apurado e, se necessário e comprovada a culpabilidade, eles devem ser realmente afastados da magistratura”, afirmou.

Veja vídeo:

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