NOELMA OLIVEIRA
DA REDAÇÃO
Diante de uma nova proposta, não entrou em votação na sessão desta terça-feira (21) o projeto de Lei do Poder Executivo que trata da Reposição Geral Anual (RGA) em 6%. A proposta só chegou ontem no Poder Legislativo.
“Fomos até ao governador e ele nos pediu uma hora e meia para que pudesse fazer os cálculos para ver se realmente era o que estava sendo proposto, então suspendemos a sessão”, disse Maluf.
A Assembleia Legislativa fez nova proposta que pode chegar a 8% em quatro parcelas, que seriam pagas em 2017. Os servidores têm direito a 11,28%. O governador Pedro Taques (PSDB) recebeu a proposta e já reuniu a equipe econômica para avaliação e deve responder se aceita.
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Funcionários públicos em greve fizeram vigília para acompanhar a votação do projeto, mas a própria base do governo tentou uma última negociação com o governador.
De acordo com o presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf (PSDB), foi feita uma reunião prévia com o Fórum Sindical, antes de colocar o projeto em votação, e houve a proposta por parte do Legislativo e a entidade deu sinal verde para levar até ao governador.
"O governo ficou de fazer o cálculo e se converteria numa quarta parcela que pode variar entre dois e três pontos pencentuais”, explicou o tucano.
“Fomos até ao governador e ele nos pediu uma hora e meia para que pudesse fazer os cálculos para ver se realmente era o que estava sendo proposto, então suspendemos a sessão”, disse Maluf.
Segundo Maluf, a proposta que pode chegar até 3% acima do oferecido pelo governo para a RGA “é a conversão da retroatividade inflacionária em uma quarta parcela”. “O governo ficou de fazer o cálculo e se converteria numa quarta parcela que pode variar entre dois e três pontos pencentuais”, explicou o tucano.
Até então, o governo reafirmava que só poderia conceder 6% divididos em três vezes, até o próximo ano. E reitera o compromisso de cumprir os 11,28% tão logo o Estado cumpra a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em 49%.
O Estado atualmente emprega na folha de pagamento pouco mais de 50%. Os servidores estão em greve desde o dia 31 de maio.
Diante do impasse, até com a base governista, a sessão que começaria às 17h só foi iniciada às 19h20. Ainda assim, o presidente da Casa, o líder do governo, o tucano Wilson Santos e mais um grupo de deputados da situação foram até o Palácio Paiaguás conversar com o chefe do Executivo.
Conforme o deputado Wagner Ramos (PSD), a nova proposta será levada ao conhecimento do Fórum Sindical para decidir se aceita ou não. Com isso, só nesta quarta-feira (22), haverá uma posição se o projeto entrará ou não em votação.
















Celso 22/06/2016
Muito estranho o Fórum nunca ter acionado o STF e agora engolir essa pseudoproposta!
1 comentários