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29 de Outubro de 2026

14 de Maio de 2026, 18h:35 - A | A

POLÍTICA / FILME DE BOLSONARO

“Não tem nada de mais”: Abilio defende Flávio após áudios vazados com Vorcaro e diz que buscar investidor para filme não é crime

Prefeito de Cuiabá compara articulação com banqueiro Daniel Vorcaro a patrocínios de outros ex-presidentes, ataca vazamentos e classifica críticas de governadores como "oportunistas"

Karine Arruda/RepórterMT

Para Abilio, a busca por investidores para o filme "Dark Horse" é uma prática comum de mercado.

Para Abilio, a busca por investidores para o filme "Dark Horse" é uma prática comum de mercado.

ANA JÁCOMO
LUÍZA VIEIRA
DO REPÓRTERMT



O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), saiu em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de áudios em que o parlamentar articula o financiamento de R$ 61 milhões para o filme "Dark Horse" com o banqueiro Daniel Vorcaro. Para ele, a movimentação de Flávio é uma prática de mercado natural e não configura qualquer irregularidade, já que se tratava da busca por patrocínio privado para uma produção cultural sobre a história de um ex-presidente, assim como ocorreu com outros mandatários da República.

Abilio destacou que a prospecção de recursos não deve ser criminalizada. "Eu reajo com muita naturalidade, eu acho que não prejudica a candidatura dele em nada, pelo que eu pude ver no áudio e até mesmo nas mensagens. Era um filho buscando um patrocinador para um filme, sabendo que ele já havia patrocinado outros filmes. Não vi nada de mais. Eu vi um filho buscar um investidor", afirmou Abilio, comparando a situação com a realidade de Mato Grosso, onde o setor produtivo e grandes empresários, como Blairo Maggi, são frequentemente procurados para investir em projetos.

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Abilio também estabeleceu uma distinção entre a conduta de Flávio e denúncias que envolvem contratos de familiares de ministros de tribunais superiores, defendendo que o senador não fez "negociações escuras". "O que o Flávio fez foi buscar um investidor para um filme e com naturalidade eu faria isso com muita tranquilidade. Se um dia descobrir que esses empreendedores fazem alguma coisa errada, não significa que porque a gente pediu o apoio do investimento a gente está errado também", explicou o prefeito, sugerindo que o fato de Vorcaro ter sido preso posteriormente não anula a legitimidade do pedido de patrocínio feito antes da prisão.

O prefeito ainda subiu o tom contra aliados de direita que criticaram o senador após o vazamento, como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). "Acho que a única coisa que isso faz é demonstrar que algumas pessoas são indecisas, precipitadas e fazem falas precipitadas. Existe um grupo de pessoas que queria articular candidaturas paralelas e não gostaria que o Flávio Bolsonaro tivesse uma candidatura dele. Às vezes se apega a uma narrativa porque está conquistando um espaço dentro do grupo da direita, mas acaba sendo interpretado pela população como oportunista", disparou Abilio.

Ao final, ele desafiou as instituições a abrirem uma investigação ampla, incluindo uma "CPI do Banco Master", para fiscalizar todos os contratos e investimentos, mas reiterou que, até o momento, o caso de Flávio não passa de uma tentativa de viabilizar um projeto cinematográfico. A fala de Abilio reforça a ofensiva do PL em Mato Grosso, que já acionou o Ministério da Justiça por meio do deputado José Medeiros para investigar o vazamento dos áudios sigilosos.

Doações ao filme de Lula e Temer

O dono do Banco Master mantinha uma espécie de "balcão de investimentos" cinematográficos que ignorava polarizações políticas, financiando obras sobre Jair Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva e Michel Temer.

Segundo interlocutores ligados ao ex-banqueiro, Vorcaro aportou recursos em duas produções recentes:

- "963 dias": Documentário dirigido por Bruno Barreto sobre a gestão de Michel Temer, com estreia prevista para o próximo mês. Apesar dos relatos, o produtor da obra e ex-assessor de Temer, Elsinho Mouco, nega ter solicitado dinheiro ao banqueiro.

- "Lula": Documentário dirigido pelo cineasta americano Oliver Stone em 2024.

Ainda não foram detalhadas as contrapartidas ou as condições em que esses recursos foram repassados para as produções dos líderes de esquerda e de centro.

Veja o vídeo:

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Chicote comendo 15/05/2026

Flávio tentou levar Bolsonaro para assistir a documentário na casa de Vorcaro Troca de mensagens entre empresário e Vorcaro revela pedido de Flávio para levar o pai para assistir a um documentário na casa do banqueiro

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Wilma Comim 14/05/2026

O problema é defender mentiroso rachador. Lamentável!

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