NOELMA OLIVEIRA
DA REDAÇÃO
Aliado do governador Pedro Taques (PSDB), o prefeito de Rondonópolis Percival Muniz (PPS) fez uma série de ponderações e críticas à gestão do tucano. As declarações à imprensa foram cerca de duas horas antes do socialista se reunir com o chefe de Estado.
“O Estado, independente de Taques, Silval, Mané ou José, não dá conta de fazer o seu dever de casa. Só consegue ser parceiro quando faz seu dever e sobra uma coisinha para ajudar. Então, eu nem cobro”, disse Percival ao ser questionado sobre obras do governo no município.
“O Estado, independente de Taques, Silval, Mané ou José, não dá conta de fazer o seu dever de casa. Só consegue ser parceiro quando faz seu dever e sobra uma coisinha para ajudar. Então, eu nem cobro”, disse Percival ao ser questionado sobre obras do governo no município.
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Percival disse que esta seria sua terceira ida ao Palácio Paiaguás, após a posse de Taques. “No governo, Silval estive uma vez. Não é má vontade de Pedro. O governo está quebrado, não dá conta de tocar as suas coisas, prova disso é que não está conseguindo pagar a RGA (Revisão Geral Anual). Em Rondonópolis, virou o ano eu já dou a RGA, ninguém nem pede”, comparou.
"Não é má vontade de Pedro. O governo [Estado] está quebrado, não dá conta de tocar as suas coisas, prova disso é que não está conseguindo pagar a RGA. Em Rondonópolis, virou o ano eu já dou RGA, ninguém nem pede", comparou o prefeito.
Segundo Muniz, as obras realizadas pela Prefeitura são as únicas que andam. “Não tem obra do governo do Estado e o governo Federal paralisou as delas”.
Percival aponta a necessidade de mudanças. Porém, não tem sido chamado para conversas. “O Pedro tem estilo próprio, vem de experiência exitosa, fez um governo de estrelas de destaque da iniciativa privada. A gente percebe que o Pedro tem boa vontade, é muito bem intencionado, pois, fez uma composição de governo sem conchavo político, escolhendo os proeminentes da iniciativa privada, só top de linha da iniciativa privada, os ‘bam-bam-bam’”, contextualiza.
O prefeito observa que, apesar do nível dos membros do governo, falta conhecimento da máquina pública. “Não conhecer bem a máquina e ainda colocar uma turma nova e humilde é uma coisa, outra coisa é colocar um cara de topete, rei da cocada preta”, compara Muniz. Ele não nominou qualquer secretário.
Para ele, o cara é bom na iniciativa privada, mas no governo é outra história. “Aí você tem uma equipe topetuda e arrojada, do ponto de vista da história de cada um, mas se depara com o dia-a-dia da administração pública e não consegue nem as licenças ambientais”, explicou.
O prefeito deu exemplo próprio. Contou que determinou a construção de seis poços artesianos no primeiro dia da sua gestão e só nove meses depois apenas um ficou concluído. “O problema do governo é a coragem para enfrentar os problemas numa legislação que exige muito risco”, informou.
Para ele, ser governante hoje em dia tem que ter a coragem de correr risco. “Se ficar preocupado em ter que pagar uma multa, não faz nada. As obras param. Este é o problema do governo hoje, não é má vontade de Pedro. É o governo ‘ao, ao, ao’, ao departamento, ao secretário, ao engenheiro, ao parecer..... e vai até alguém falar que tem que decidir”, concluiu.
AVALIAÇÃO
“Minha avalição do governo do Pedro é de que ele é bem intencionado, com uma equipe escolhida da melhor forma. Do que a sociedade poderia oferecer de quadros, ele escolheu. Não colocou ninguém por parentesco, nem por indicação política, escolheu os melhores expoentes que a sociedade mato-grossense poderia oferecer. É porque a burocracia é grande mesmo e demora até tirar o pé do chão”, analisou o aliado.














