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07 de Novembro de 2014, 19h:10 - A | A

POLÍTICA / RELAÇÃO DILMA/TAQUES

Ministro de MT tem desafio de 'controlar' interferência de aliados de Taques

O ministro argumentou que, mesmo fazendo oposição à Dilma, durante sua campanha a governador Taques não teria se posicionado de forma ofensiva contra a petista, o contrário de seus aliados.

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



Com o fim da campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), a qual teve que reforçar a coordenação em Mato Grosso, se licenciando de seu cargo, de ministro da Agricultura, Neri Geller (PMDB) avalia que agora o desafio do bom relacionamento entre os governos Federal e Estadual neste próximo mandato seja controlar as interferências dos aliados do governador eleito Pedro Taques (PDT).

 

Em entrevista ao RepórterMT, o ministro argumentou que, mesmo fazendo oposição à Dilma, durante sua campanha a governador, Taques não teria se posicionado de forma ofensiva contra a petista, o contrário de seus aliados que em sua opinião podem ameaçar o alinhamento político entre a presidente e o governador de Mato Grosso.

 

“Ele [Taques] fez oposição, o que é legítimo, mas ele não foi radical  contra a presidente Dilma na eleição. Então, ele foi muito tranquilo, o que tem que cuidar um pouco é das lideranças que gravitam em volta dele que são muito agressivas. Se acham muito os donos da verdade. O Pedro não. Tem que ter cuidado para juntar as forças políticas”, declarou.

Geller ainda descartou que a possível dificuldade de relacionamento entre Dilma e o grupo de Taques faça com que a presidente deixe de investir em Mato Grosso, mas destacou a necessidade do entendimento político para acelerar a continuidade das ações e projetos federais no estado, principalmente no que diz respeito aos investimentos em logística.

“Então não vejo dificuldade para  construirmos uma ponte de alinhamento, até  porque também é obrigação do governo Federal, mas tem a questão politicamente, que tem que dar uma alinhada, sim. Eu estou falando assim das pessoas que estão em volta dele [Taques] mandando um pouco demais”, frisou.

Sobre os projetos de logística, avaliados como essenciais para o desenvolvimento do estado, Geller citou os investimentos em duplicações de estradas e construção de ferrovias de forma interligada, o que segundo ele exige um esforço conjunto. 

“Logicamente que nós temos que reagrupar as lideranças, né. Precisamos unificar o discurso em favor dos projetos macro. As lideranças do estado têm que se alinhar no sentido de também de poder e politicamente de força. Mas eu não vejo problema nenhum em permanecer e continuar esses avanços  que foram conquistados nos últimos quatro anos”, ressaltou.

 

 

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