ANDRÉ MICHELLS
DA REDAÇÃO
"O Consórcio VLT não tem moral alguma para acusar o que quer que seja depois das 'cagadas' que eles fizeram" (sic). A avaliação é do prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), durante entrevista ao Programa Opinião, da TV Pantanal (Rede TV) na noite desta quarta-feira (13).
Mendes foi questionado sobre a denúnica apresentada pelo Consórcio, que acusou o governo do estado de manipular informações do relatório da consultoria KPMG, que mostrou que, com R$ 600 milhões e mais 1,7 anos a obra do VLT poderia ser concluída.
O consórcio pede mais R$ 1 bilhão e quer prazo até 2018 para concluir o modal.
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"Eu não tive acesso a todo o estudo feito pela KPMG, mas vamos e venhamos, quem é esse consórcio para questionar alguma coisa, depois do que fez com a cidade"?
Segundo o consórcio, em relatório preliminar apresentado em dezembro de 2015 ao Governo, a KPMG teria reconhecido a ocorrência do desequilíbrio contratual, pedido pelas empresas, no valor de R$ 230 milhões, mas o estudo que foi levado aos autos posteriormente não apresentou o reconhecimento a título do reequilíbrio.
Os apontamentos estão em um pedido feito à Justiça Federal e protocolado junto ao processo do VLT, no qual o consórcio pede a apresentação desse relatório, referente ao “Produto 1”.
Segundo o consórcio, o documento de dezembro foi ocultado, já que o Estado apresentou conclusões diferentes à Justiça e à sociedade em janeiro desse ano.
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"Eu não tive acesso a todo o estudo feito pela KPMG, mas vamos e venhamos, quem é esse consórcio para questionar alguma coisa, depois do que fez com a cidade"?, questionou Mendes.
A obra do VLT, orçada em R$ 1.467.000.000,00 já consumiu 70% do valor e não foram entregues nem 30% do plenejado.
A prefeitura e o governo do estado começaram a recuperar os canteiros centrais das avenidas por onde o VLT passaria, ao custo de R$ 13 milhões. "Eles destroem a cidade e agora querem questionar? Ah, vá pra aquele lugar", irritou-se.
Mauro Mendes também voltou a criticar o Viaduto da UFMT, que alaga a cada pequena chuva que cai na cidade e gera transtornos para a população. Mauro classificou a obra de "cagada criminosa". O viaduto faz parte do pacote de obras que compõem o modal de transporte VLT.
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