Karine Arruda/ Repórter MT

Segundo João, o desempenho de parte dos candidatos ficou abaixo das projeções e comprometeu o resultado coletivo.
MÁRCIA MATOS
KARINE ARRUDA
O deputado estadual Doutor João (MDB) afirmou que o partido precisa “pegar os cacos” e se reorganizar após conquistar menos vagas do que esperava na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A avaliação foi feita nesta quarta-feira (7), na retomada das sessões ordinárias depois das eleições de domingo (4).
O MDB entrou na disputa com a meta de eleger cinco deputados estaduais, mas garantiu três cadeiras. Foram eleitos Doutor João, com 55.955 votos, Léo Bortolin, com 51.040, e Thiago Silva, com 40.856. Eduardo Botelho, que tentava renovar o mandato, ficou na primeira suplência, com 37.359 votos.
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Segundo João, o desempenho de parte dos candidatos ficou abaixo das projeções e comprometeu o resultado coletivo. Ele explicou que a composição da chapa levou em conta a expectativa de contar com cinco nomes capazes de puxar uma votação expressiva, mas esse cenário não se confirmou nas urnas.
“Eu e o Léo que passamos de 50 mil e os outros não passaram”, destacou.
O parlamentar também apontou que candidatos dos quais se esperavam votações de 10 mil ou 15 mil votos terminaram com números muito menores, dificultando a conquista de mais cadeiras.
Após uma campanha intensa, João disse que ainda não houve uma reunião para avaliar o desempenho do MDB. Agora, segundo ele, será necessário conversar sobre o que funcionou, identificar os erros e reorganizar a legenda.
Ao ser questionado sobre a falta de união entre os candidatos, o deputado criticou o individualismo durante a campanha. Na avaliação dele, o comportamento ultrapassou os limites do próprio MDB e marcou a disputa em outras siglas.
“Todos os partidos, todos os candidatos foram individualistas. Ninguém foi de grupo, não. Foi todo mundo individualista”, afirmou.
João também comentou a derrota da presidente estadual do MDB, Janaina Riva, na disputa pelo Senado. Questionado se a coligação com o PL foi um erro, avaliou que o resultado mostrou que a escolha não foi adequada, embora a composição fosse vista de forma positiva antes da eleição.
“Depois que aconteceu, a gente vê que não foi uma boa ideia. Mas antes, todo mundo achava que era uma boa ideia”, declarou.
O deputado ressaltou que ainda pretende conversar com Janaina para ouvir a avaliação dela sobre a derrota e discutir os caminhos do partido.
Janaina terminou a eleição em terceiro lugar, com 519.434 votos, equivalentes a 14,53% dos válidos. As duas vagas de Mato Grosso no Senado foram conquistadas por Mauro Mendes (União), com 1.187.352 votos, e José Medeiros (PL), com 977.777.
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