Cuiabá, 25 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
25 de Setembro de 2026

11 de Abril de 2016, 21h:34 - A | A

POLÍTICA / ESTUDO DA KPMG

VLT precisaria de um ano e sete meses e mais R$ 600 milhões para ficar pronto

Secretários de Estado apresentaram resultado final de consultoria sobre a viabilidade da obra, nesta segunda-feira.

Gcom-MT

Secretários de Assuntos Estratégicos, Controladoria-Geral, Cidades e Casa Civil apresentaram estudos da KPMG a deputados estaduais.

Secretários de Assuntos Estratégicos, Controladoria-Geral, Cidades e Casa Civil apresentaram estudos da KPMG a deputados estaduais.

CELLY SILVA
PAULO COELHO



Os deputados da Assembleia Legislativa (ALMT) receberam, no final da tarde desta segunda-feira (11), uma comitiva de secretários de Estado que apresentaram o resultado final do estudo feito pela KPMG Consultoria sobre as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande.

O secretário da Casa Civil, Paulo Taques, destacou que o governador Pedro Taques (PSDB) está favorável à retomada e conclusão das obras, mas que precisa de recursos financeiros na ordem de R$ 602 milhões, que é o valor apontado pela KPMG como necessário à conclusão da obra.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

“O Estado vai ter que buscar recursos. Se deixou claro que nós temos ainda R$ 200 milhões do investimento anterior, mas com essa possibilidade de venda dos vagões porque nós não vamos precisar de 40 vagões, então a gente pode negociar nove vagões ao preço de 2012, sem contar o câmbio e os reajustes, seria em torno de R$ 120 milhões. E somando os R$ 120 milhões com mais os R$ 200 milhões, nós já teremos R$ 350 milhões mais ou menos, faltando R$ 200 e poucos milhões para se chegar aos R$ 600 milhões”, afirmou o secretário de Cidades, Eduardo Chiletto. Segundo ele, esse valor seria buscado junto ao Ministério das Cidades, que já demonstrou interesse em viabilizar o projeto.

No entanto, o Consórcio VLT, que detém o contrato de execução, cobra um valor bem acima disso: R$ 1,1 bilhão. Uma série de negociações estão acontecendo entre o governo e a empresa para se chegar a um denominador comum, o que ainda não ocorreu. Na próxima sexta-feira (15) deverá haver outra reunião.

O governo afirmou diversas vezes e mantém o discurso de que não irá gastar sequer R$ 1 além do que for apontado como devido pela KPMG. O impasse está na Justiça Federal desde o ano passado.

“O governador Pedro Taques determinou um plano de ação para que possamos retomar o VLT, apesar das críticas dos que moram no interior. Nós entendemos isso, mas não podemos deixar a obra como está. Mas também o governador já disse que não vai colocar um prego nessa obra do VLT até que ele tenha plena consciência de como o dinheiro vai ser gasto, quanto será gasto e por quanto tempo”, destacou Paulo Taques.  

Os secretários afirmaram durante a audiência na Assembleia que caso haja acordo com o Consórcio, ou seja, se o consórcio aceitar retomar a obra por R$ 602 milhões,  haverá um prazo de 120 dias para que o governo publique a ordem de serviço e as obras sejam reiniciadas.

Caso não haja acordo e o consórcio VLT renuncie ao contrato, o Estado teria que licitar uma outra empresa para dar sequência aos trabalhos. Caso retomada a obra, seriam necessários ainda mais 19 meses para conclusão total do VLT, dentro de uma previsão ideal, com cumprimento de prazos, conforme apontado pelo estudo.

Estiveram presentes na apresentação do relatório os secretários Paulo Taques, da Casa Civil; Eduardo Chiletto, de Cidades; Gustavo de Oliveira, de Assuntos Estratégicos e o controlador-geral Ciro Rodolpho Gonçalves.

Comente esta notícia

aluisio 12/04/2016

RESUMO DA ÓPERA...ESQUECE NÃO VAI SAIR NUNCA ESSE VLT, POR INCOMPETENCIA DESSE GOVERNO E FALTA DE VONTADE.

positivo
0
negativo
0

1 comentários