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07 de Dezembro de 2016, 08h:18 - A | A

POLÍTICA / FRAUDES NA SEDUC

Maluf nega participar de esquema e diz que vai processar empreiteiro delator

O deputado rechaçou as declarações do delator da Operação Rêmora, o qual afirma que mentiu quando citou que ele [deputado] recebia 25% da propina do esquema de fraudes a licitações.

DA REDAÇÃO



O presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf (PSDB), rechaçou as declarações do empresário Giovani Guizardi em colaboração premiada na Operação Rêmora, e afirmou que irá acionar na Justiça aqueles que envolveram seu nome nas fraudes a licitações de obras da Secretaria de Educação do Estado (Seduc).

O deputado nega que fosse o destinatário de 25% da propina cobrada pelo esquema criminoso, assim como qualquer envolvimento com os atos de corrupção.

"É muito fácil você acusar uma pessoa e não apresentar provas, especialmente um agente político. Vejo isso com muita preocupação", declarou Maluf em entrevista ao programa de rádio Jornal da Capital, nesta quarta-feira (7).

É muito fácil você acusar uma pessoa e não apresentar provas, especialmente um agente político. Vejo isso com muita preocupação", declarou Maluf em entrevista ao programa de rádio Jornal da Capital, nesta quarta-feira (7).

Maluf também negou que tenha recebido dinheiro de qualquer transação irregular. “Nunca recebi dinheiro ilícito do meu primo Alan Malouf e nem de qualquer outro cidadão, e muito menos participei de qualquer reunião com empresários que prestavam serviço na Seduc. Lamento que meu nome e o da minha família sejam prejudicados por uma delação sem absolutamente nenhuma prova concreta”, avaliou.

“Meu único relacionamento com a pasta foi de ter participado da indicação pela cota do PSDB, dos nomes de Wander Reis e Moisés Dias para ocuparem cargos comissionados na Seduc. Duas pessoas com vasta experiência no poder público, e especificamente na Educação”, afirmou.

Quanto a eles, o tucano ainda ressalta que acredita que possam ser inocentes.

Maluf afirma que desconhece as motivações que possam ter levado à citação de seu nome e sugere que essa possa ter sido uma forma do delator tentar aliviar sua penalização.

Segundo o deputado, o contato que teve com o empresário delator foi em apenas uma ocasião. “Estive reunido uma única vez, quando ele me pediu para interceder pela empresa Dínamo Construtora para receber por uma obra mal feita realizada na estrada que liga Cuiabá a Santo Antônio do Leverger, pedido que neguei de pronto”, disse.

 

 

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