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Quinta-feira, 03 de Novembro de 2011, 16h:07 - A | A

ROMBO DOS MAQUINÁRIOS

Juiz recebe ação e decide sobre denúncia de corrupção

O juiz Luís Bertolucci acatou a decisão proposta pelo MPE e ouvirá os envolvidos no escândalo

DA REDAÇÃO

O juiz Luís Aparecido Bertolucci Júnior, da Vara Especializada de Ação Civil Pública e Ação Popular, propôs a ação por improbidade administrativa contra os ex-secretários de Estado Vilceu Marchetti e Geraldo De Vitto Júnior. O magistrado acatou a decisão proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE). Neste caso, caberá o juiz receber ou não a denúncia de corrupção. Até o momento não há nenhuma decisão. Na ação, o MPE pede a condenação dos réus e o ressarcimento do dano causado ao Estado.

Segundo informações da assessoria do MPE, Bertolucci irá ouvir os ex-secretários da gestão do atual senador Blairo Maggi (PR). Logo após julgará os fatos com base nas investigações já apuradas. Ambos são acusados de participar do esquema que culminou no superfaturamento de R$ 44 milhões dos cofres do Estado através da compra de caminhões e equipamentos pelo programa "Mato Grosso 100% Equipado".

Outros empresários envolvidos no caso também irão responder ao processo. São eles os donos das empresas Dymac Máquinas Rodoviárias Ltda.; Cotril Máquinas e Equipamentos Ltda.; Tork Sul Comércio de Peças e Máquinas Ltda.; e a Tecnoeste Máquinas e Equipamentos Ltda. A Justiça também determinou a intimação da Procuradoria Geral do Estado para se manifestar na ação no prazo de quinze dias.

O MPE não se manifestou sobre os valores a serem restituídos aos cofres públicos. Conforme a assessoria, o montante será revelado após realização de exame pericial.

O CASO

A denúncia de superfaturamento, que deu origem ao que se convencionou classificar de "Escândalo dos Maquinários", começou a ser investigada após o então governador Blairo Maggi (PR) receber uma denúncia de suposto superfaturamento na aquisição dos maquinários. Na época, Maggi solicitou que a Auditoria Geral do Estado, apurasse os fatos. Em julho do ano passado, a auditoria apontou um rombo de R$ 44 milhões.

No relatório final, ficou comprovado que R$ 20,585 milhões estão relacionados a sobrepreço na compra dos maquinários, e R$ 23, 899 milhões foram superfaturados somente na compra dos 376 caminhões basculantes.

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