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28 de Novembro de 2013, 10h:58 - A | A

POLÍTICA / OPERAÇÃO APRENDIZ

João Emanuel nega acusações e advogado vê má fé jurídica

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



O vereador João Emanuel (PSD), afastado da presidência da Câmara Municipal de Cuiabá, na manhã desta quinta-feira (28), por determinação do Ministério Público, nega forma incisiva qualquer participação em um suposto esquema de grilagem.

Por meio de nota, o Ministério Público de Mato Grosso informou que o vereador é investigado por envolvimento em um esquema de falsificação de documentos de terrenos. E que o afastamento da presidência da Câmara tem o objetivo de não permitir que as testemunhas , da investigação, se sintam de certa forma coagidas por prestarem depoimentos contra a chefia.

Mesmo após essa publicação, João Emanuel fez à imprensa a infeliz declaração de que seu afastamento e a ação de busca e apreensão feita, nesta quinta em sua residência e seu gabinete dizem respeito somente às investigações que correm desde 2011, sobre um processo de licitação de publicidade da Câmara. “O documento do Gaeco não fala em nenhum momento sobre falsificação, ou acusação de grilagem. Não recebi nada que oficialmente diga que sou acusado disso. Para mim isso é uma ação política. É uma ação vexatória. Mas não tenho nenhuma dificuldade de passar por isso com tranquilidade”, rebateu.

Contra João Emanuel, o Gaeco aponta até mesmo uma gravação, na qual ele diz que todos os vereadores seriam “beneficiados”.

O advogado de defesa do vereador, Eduardo Mahon, declarou que ainda hoje, deve entrar com um mandado de segurança para reaver a Presidência da Câmara e que seu cliente estaria sendo vítima de má fé. " Isso é de uma desonestidade intelectual terrível. Ele prestou depoimento de forma espontânea, na última sexta-feira e entregou todos, os mesmos documentos que levaram hoje de seu gabinete", defendeu.

De acordo com o Gaeco, o esquema em que o vereador estaria envolvido previa usar imóveis como garantia para captar recursos junto à agiotas, para sua campanha de deputado em 2014.
Todos os vereadores foram intimados para prestar esclarecimentos ao Ministério Público.

O advogado de João Emanuel, Eduardo Mahon, afirmou que o MPE e o Gaeco, usaram de má-fé no caso das buscas na casa de JE e no afastamento dele do cargo.

“João Emanuel está sendo vítima;  na sexta-feira (22), ele prestou depoimento no Gaeco de forma espontânea e tinha 15 dias para entregar novos documentos;  com metade do prazo, eles fazem a Operação. É uma má-fé jurídica”, disse.

 

Relembrando


Ex-secretário de Habitação de Cuiabá, João Emanuel, já foi denunciado em 2012 de participar de um esquema de grilagem, que envolvia também advogados e cartórios.

A denúncia  partiu de um caseiro, Miguel Vieira, que afirmou ter sofrido perseguição de João Emanuel para que passasse a posse de um terreno, que tomava conta para a empresa Certa Empreendimentos Imobiliários, em troca de casas populares e até benefícios da Prefeitura de Cuiabá.


De acordo com o caseiro, as “visitas”, do então secretário de Habitação, ocorreram em novembro de 2011.
Depois que a “oferta” foi recusada por Vieira, a área foi invadida em um período em que o caseiro se ausentou. João Emanuel, então, também foi acusado pela invasão.

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