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21 de Dezembro de 2013, 19h:25 - A | A

POLÍTICA / MENSALEIRO

Henry é contratado para trabalhar no Hospital do deputado Maluf, em Cuiabá

O convite foi feito na quarta-feira (18), cinco dias após a prisão de Henry ser decretada pelo Superior Tribunal Federal (STF)

ALINE FRANCISCO
DA REDAÇÃO



O presidente do Hospital Santa Rosa, José Ricardo de Mello, confirmou ao Repórter MT na manhã deste sábado (21) que o ex-deputado federal Pedro Henry (PP), foi convidado para compor o corpo médico da instituição. Henry já atuava como médico terceirizado na instituição, e o convite veio para formalizar o vínculo com o hospital. O deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) é um dos sócios-proprietários do Hospital.

O ex-parlamentar é proprietário da Clínica Hiperbárica, cuja sede é no Hospital Santa Rosa, e, de acordo com José Ricardo, Henry acompanhava normalmente os pacientes e participava de reuniões para discutir o tratamento dos pacientes. “Ele já fazia parte do corpo médico. Quando um paciente precisava de uma avaliação, era ele quem fazia. Só estamos formalizando uma situação. Ele sempre trabalhou aqui, só não tinha vínculo com a instituição”.

O convite foi feito na quarta-feira (18), cinco dias após a prisão de Henry ser decretada pelo Superior Tribunal Federal (STF). “Ele já era prestador de serviço, foi aí que o convidamos para trabalhar formalmente no hospital. Fizemos o convite e apresentamos junto ao Supremo”, explica.

Quanto ao salário, José Ricardo preferiu não informar, dizendo que estas eram questões administrativas. Mas antecipou que o pagamento será feito através de convênios como a Unimed.

A CONDENAÇÃO

Henry foi condenado a sete anos e dois meses de prisão em regime semiaberto pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O deputado é um dos 25 condenados na Ação Penal 470, o processo do chamado mensalão federal, em que o STF julgou o esquema de desvio de recursos públicos usados para a compra de apoio parlamentar a projetos de interesse do governo federal.

TRANSFERÊNCIA PARA CUIABÁ

Henry permanece preso desde a sexta-feira (13) no presídio da Papuda, em Brasília. E nessa sexta-feira (20), o ministro do STF, Joaquim Barbosa, autorizou a transferência para Cuiabá.

A defesa protocolou o pedido de transferência no dia da prisão de Pedro Henry, 13 de dezembro. De acordo com o advogado José Antônio Alvarez, não foi feito o pedido de cela especial, por ele ser um preso comum. Portanto ele pode vir a dividir a cela com outros presos.

Como Mato Grosso não possui unidades específicas para o sistema semiaberto, Henry pode cumprir a pena na Polícia Interestadual (Polinter), onde estão presos com curso superior que aguardam o julgamento, além de detentos que respondem por não pagamento de pensão alimentícia e até mesmo aqueles que colaboraram com a Justiça e estão inseridos em programas de delação premiada.

A defesa de Henry alegou que não sabe quanto tempo deve demorar essa transferência, já que é necessário todo um procedimento de comunicação ao juiz da Vara de Execução Penal em Brasília, e à Polícia Federal que faz a custódia de Henry.

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