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09 de Julho de 2016, 07h:45 - A | A

POLÍTICA / NO LIMITE DA LRF

Governo é o que mais gasta e manda poderes cortarem 15%

Poder Executivo ultrapassa os limites com o gasto pessoal, enquanto demais poderes e órgãos constitucionais seguem aplicando menos

José Medeiros

Governador Pedro Taques (PSDB) fez uma exposição dos números do Estado durante reunião do Colégio de Procuradores

Governador Pedro Taques (PSDB) fez uma exposição dos números do Estado durante reunião do Colégio de Procuradores

NOELMA OLIVEIRA
DA REDAÇÃO



O Poder Executivo é o único entre os poderes constituídos de Mato Grosso que ultrapassa os limites da Lei Responsabilidade Fiscal (LRF) com despesa pessoal.

O governo empregou, entre maio de 2015 e abril de 2016, R$ 6.161 bilhões com o pagamento dos salários dos quase 100 mil servidores. O volume corresponde a 50,46% das Receitas Correntes Líquidas (RCL), enquanto a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) limita em 49%.

O governo empregou, entre maio de 2015 e abril de 2016, R$ 6.161 bilhões com o pagamento dos salários dos quase 100 mil servidores. O volume corresponde a 50,46% das Receitas Correntes Líquidas (RCL), enquanto a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) limita em 49%.

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O Poder Judiciário, neste mesmo período, aplicou na folha de pagamento pessoal R$ 612,3 milhões, o equivalente a 5,02% da RCL, já a Lei de Responsabilidade limita em 6%, ou seja, menor do que determina a legislação.

O governo de Mato Grosso encaminhou na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), em tramitação na Assembleia Legislativa, o corte linear de 15% nos repasses constitucionais para estes órgãos.

A Assembleia Legislativa gastou com folha R$ 152,9 milhões, implicando em 1,25% da receita. A LRF estabelece 1,77%. Os órgãos auxiliares dos poderes, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Ministério Púbico Estadual (MPE) empregaram na folha de pagamento dos servidores R$ 141,3 milhões e R$ 213 milhões, respectivamente.

Estes valores do TCE e MPE correspondem a 1,16% e 1,74%, respectivamente, das receitas correntes líquidas e estão abaixo do que estabelece a LRF.

Apesar de os poderes, exceto o Executivo, e os órgãos auxiliares estarem no limite da LRF, o governo de Mato Grosso encaminhou na Lei de Diretrizes Orçamentárias  (LDO), em tramitação na Assembleia Legislativa, o corte linear de 15% nos repasses constitucionais para estes órgãos. 

O governo se comprometeu em encaminhar para a Assembleia Legislativa, ainda sem prazo definido, uma projeto de reforma administrativa, que consiste, principalmente, em reduzir os gastos do Poder Executivo, além de tornar a máquina mais ágil.

Enquanto isso, o governador Pedro Taques (PSDB) vem insistindo para que poderes e órgãos auxiliares possam contribuir na redução dos gastos e, consequemente, diminuir os repasses constitucionais. 

Na quinta-feira, o governador participou da reunião do Colégio de Procuradores do Ministério Público Estadual e apresentou os números do Estado, que mostra, entre outras questões, a evolução das despesas com pessoal superior ao crescimento da receita.

PREOCUPANTE

Durante a apresentação do cumprimento das metas fiscais de janeiro a abril deste ano, foi apontado que, neste período, o governo não cumpriu com o mínimo constitucional para a saúde que é de 12% e atingiu 11,9% e na educação ficou em 22,3%, enquanto a determinação por lei é de 25%.

Porém, até completar o exercício deste ano, o governo tem que cumprir os limites minimos constitucionais sob pena de ser enquadrado, com multas ou reprovação de contas, pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).  

Leia mais sobre o assunto:

Estado registra queda na receita do SUS, FPE e do IPVA

Governo investe só 1% e 99% são destinados à folha e dívidas

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Jorge 10/07/2016

Isso não dá perca de mandato.

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Henrique 09/07/2016

Muita conversa e pouca ação. O Poder Executivo está vivendo de peças publicitárias e discursos vazios. Atribui as mazelas da Administração Pública, única e exclusivamente, ao Governo passado. Esquece que este fazia parte do sistema e como tal poderia ter impedido muitas dessas mazelas. A prestação de serviço público em MT vai de mal a pior, a infraestrutura também. O que percebo é um governo “policialesco”, menos estadista, que movimenta uma estrutura de “poder pelo poder”. O que aconteceu com o projeto paras os mais de 3 milhões de matogrossenses?

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2 comentários