DA EDITORIA
O secretário estadual de Fazenda (Sefaz), Rogério Gallo, criticou a lei recém-sancionada pelo Governo Federal que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais. Segundo ele, a medida transfere aos estados o ônus financeiro da decisão.
De acordo com Gallo, a nova regra representa uma “cortesia com o chapéu alheio”, já que a perda de arrecadação será suportada pelos cofres estaduais.
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“É como falam: cortesia com o chapéu alheio. O Governo Federal aplicou uma lei que, na verdade, quem suporta os efeitos dela é o caixa do Estado”, afirmou.
A ampliação da isenção foi aprovada por meio do Projeto de Lei nº 1.087/2025, encaminhado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional em março deste ano. A proposta tramitou por cerca de oito meses na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, sendo aprovada por unanimidade nas duas Casas.
Com a nova legislação, a estimativa da Secretaria de Fazenda é que o Estado de Mato Grosso deixe de arrecadar aproximadamente R$ 70 milhões por ano. Embora o valor não comprometa o planejamento financeiro estadual, Gallo destacou que nenhuma quantia pode ser considerada irrelevante quando se trata de recursos públicos.
“Nenhum valor é insignificante quando estamos falando de recursos públicos, que são aplicados no interesse da sociedade. Se começarmos a abrir mão de receitas aqui e ali, isso acaba fazendo falta no conjunto”, pontuou.
O secretário ressaltou, no entanto, que o impacto isolado da medida é administrável e não deverá afetar o planejamento financeiro do Estado para 2026.
“Isoladamente, é uma quantia pequena. Não vai nos agredir nem atrapalhar o planejamento. É uma contribuição que o Governo do Estado dá, porque essa receita pertence a Mato Grosso e acaba sobrando mais dinheiro no caixa dos servidores que ganham menos”, completou.
Por fim, Gallo afirmou que, por orientação do governador Mauro Mendes (União Brasil), a equipe econômica não adotará medidas para compensar a perda de arrecadação.
“Temos essa orientação do governador: não vamos promover nenhuma alteração para repor esse recurso, seja aumentando taxas ou alíquotas de impostos. Vamos suportar essa redução em nome da manutenção desses recursos no bolso dos servidores públicos que ganham menos”, concluiu.
















Nelson 22/12/2025
Galo vc é um brincalhão, vá perguntar para as pessoas que serão beneficiadas o que elas acham.Vc não precisa e com certeza nunca precisou,mas não vi vc gritar qdo o bozó atacou o ICMS dos estados?Qdo o bozo dava 9 reais de aumento no mínimo e nunca vi vc comentar sobre os aumentos dados aos congressistas,vereadores,prefeitos , governadores,magistrados etc.Hipocrisia pura Galo.
Joacy 21/12/2025
Importante colocar as coisas nos seus devidos lugares: o governo federal sancionou a lei de isenção do imposto de renda até 5 mil reais, que foi aprovada pelo Congresso Nacional... Se estão \"fazendo cortesia com o chapéu alheio\" essa \"responsabilidade\" deve ser atribuída ao Executivo e Legislativo Federais... Importante frisar, também, que essa medida devia ser compensada com a tributação dos supersalários, das grandes fortunas, mas essa proposta não passou... Interessante, muito interessante... ninguém critica quem não paga (ou paga pouco) imposto... Verdade seja dita: a população deve avaliar com mais criticidade declarações dessa natureza...
Diany Dias 21/12/2025
É inaceitável a forma como os prejuízos e cortes recaem, repetidamente, sobre o cidadão comum, enquanto bilhões em isenções fiscais são concedidos a grandes empresas, setores do agronegócio e grupos econômicos sem a devida transparência. Quando se trata de retirar direitos ou reduzir benefícios da população, fala-se em “rombo nos cofres públicos”. No entanto, quando o assunto é a concessão de isenções bilionárias aos mais ricos, não há alarde, não há explicações claras e não há prestação de contas à sociedade. A população tem o direito de saber: quais empresas estão sendo beneficiadas, quais os critérios utilizados, qual o impacto real dessas isenções nas finanças públicas e por que essas informações ainda não foram amplamente divulgadas. Justiça fiscal exige equilíbrio, responsabilidade e transparência. Não é razoável que o sacrifício seja sempre imposto aos que menos têm, enquanto privilégios seguem intocados. O silêncio diante dessas isenções é, no mínimo, conivente com uma política que aprofunda desigualdades.
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