Cuiabá, 02 de Outubro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
02 de Outubro de 2026

02 de Outubro de 2026, 18h:08 - A | A

POLÍTICA / CONTA DE CAMPANHA

Emanuel Pinheiro alega AVC da esposa e ganha prazo para justificar que não pode pagar dívida de R$ 950 mil 

Desembargador do TJMT aceita justificativa da defesa e dá 15 dias para ex-prefeito provar que não pode pagar custas de processo.

Reprodução

Defesa de Emanuel Pinheiro alega 'força maior' após AVC de Márcia Pinheiro

Defesa de Emanuel Pinheiro alega 'força maior' após AVC de Márcia Pinheiro

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



O ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PSD) conseguiu na Justiça um prazo de 15 dias para apresentar documentos e tentar provar que não tem condições financeiras de pagar as custas de um recurso no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

O relator do caso, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, aceitou hoje (2) o pedido da defesa, que pediu prazo por conta de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) sofrido pela esposa, Márcia Pinheiro, em 13 de setembro.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

A disputa envolve uma condenação de R$ 950 mil que tramita na 5ª Vara Cível de Cuiabá a favor da empresa Tele Video Produções Ltda - ME, e refere-se a serviços audiovisuais prestados durante campanha eleitoral de 2020.

LEIA MAIS: Juiz barra tentativa de Emanuel de escapar de dívida de R$ 950 mil com produtora

Na ação de cobrança, a Justiça condenou Emanuel Pinheiro e os diretórios municipais do MDB e do Partido Verde (PV) ao pagamento da dívida, além de honorários de 15%.

Para recorrer da decisão sem precisar desembolsar os valores de praxe do processo (o chamado preparo recursal), a defesa de Emanuel pediu a gratuidade da justiça. O relator exigiu que a família apresentasse comprovantes de renda, extratos e documentos fiscais para atestar a suposta falência ou falta de recursos.

No entanto, no dia anterior ao fim do prazo, Márcia sofreu o AVC. Diante da emergência, os advogados pediram o sobrestamento dos prazos alegando força maior.

LEIA MAIS: Márcia Pinheiro passa por cirurgia de 6 horas para retirar malformação que causou AVC; vídeo

O desembargador reconheceu que a situação repentina tornou impossível para a família reunir os documentos. Contudo, reduziu o pedido inicial da defesa de 30 para 15 dias úteis o prazo suplementar para a entrega dos documentos.

Se não for apresentado no novo prazo, o pedido de gratuidade será negado e o ex-prefeito terá que pagar as custas para continuar recorrendo da dívida de quase R$ 1 milhão.

A dívida

Conforme a ação, a empresa foi contratada por Emanuel para a elaboração de programas eleitorais, inserções de rádio e TV, e criação de jingles para o 1º e 2º turnos das eleições municipais de 2020, pelo valor total de R$ 1,2 milhão, divididos em R$ 1 milhão para o primeiro turno e R$ 200 mil para o segundo turno.

Contudo, deste montante, apenas a quantia de R$ 250 mil foi paga.

Comente esta notícia