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02 de Outubro de 2026

02 de Outubro de 2026, 13h:43 - A | A

POLÍTICA / ERA BLAIRO MAGGI

Empresa de MS fecha acordo de R$ 2,2 milhões e encerra ação sobre o Escândalo dos Maquinários

Juiz da Vara de Ações Coletivas extingue processo de uma década e confirma acordo cível da Tecnoeste homologado pela Justiça de Mato Grosso.

Reprodução

Vara de Ações Coletivas extingue processo contra empresa envolvida em fraudes de maquinários em MT

Vara de Ações Coletivas extingue processo contra empresa envolvida em fraudes de maquinários em MT

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) extinguiu um processo de mais de 10 anos movido pela empresa sul-matogrossense Tecnoeste Máquinas e Equipamentos Ltda no âmbito do histórico Escândalo dos Maquinários, fraudes que marcaram o final da gestão do ex-governador Blairo Maggi em 2009.

A decisão foi proferida pelo juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas da Comarca de Cuiabá.

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Com a sentença, a companhia sediada em Campo Grande (MS), apontada nas investigações como uma das beneficiárias do superfaturamento na aquisição de 721 itens de veículos e equipamentos pesados do programa estadual "Mato Grosso 100% Equipado", encerra a disputa judicial.

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Acordo de R$ 2,2 milhões

Nos autos da Ação Civil Pública, a Tecnoeste celebrou um Acordo de Não Persecução Cível (ANPC) com o Ministério Público de Mato Grosso, homologado judicialmente, por meio do qual se comprometeu a pagar R$ 2,2 milhões para solucionar as questões de ressarcimento ao erário.

Paralelamente, a companhia realizou a quitação integral do crédito tributário correspondente à notificação de lançamento contestada.

Para o magistrado, a combinação do acordo cível com o pagamento da dívida fiscal eliminou a utilidade e a necessidade da demanda, aplicando-se a extinção sem resolução do mérito.

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Histórico da licitação de R$ 245 milhões

A ação judicial teve origem nas investigações sobre o superfaturamento de maquinários licitados em 2009 pelo Governo do Estado, cujo valor total alcançou aproximadamente R$ 245 milhões e gerou prejuízos estimados em R$ 44 milhões aos cofres públicos em valores históricos.

A Tecnoeste havia obtido inicialmente uma decisão favorável que determinava o pagamento de R$ 150 mil em danos morais pelo Estado.

No entanto, o entendimento foi revertido pelo TJMT ao reconhecer a conexão com as ações de improbidade administrativa.

A empresa foi condenada ao pagamento das custas processuais e de honorários advocatícios fixados em 10% sobre o valor atualizado da causa, com base no princípio da causalidade.

O caso

De acordo com a denúncia, em 2009, o governo do Estado comprou 705 máquinas e caminhões com preço maior do que o praticado pelo mercado, o que resultou em um prejuízo aos cofres públicos de mato-grossense.

A entrega ficou marcada como o último ato de Maggi antes de deixar o comando do Paiaguás para seu vice Silval Barbosa e anunciar candidatura ao Senado.

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