VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT
A juíza Giselda Regina Sobreira de Oliveira Andrade, da 1ª Vara Criminal de Sinop (a 480 km de Cuiabá), Norte de Mato Grosso, marcou para 18 de novembro o julgamento do médico Bruno Gemilaki Dal Poz, Éder Gonçalves Rodrigues e da fazendeira Inês Gemilaki, acusados de envolvimento nas mortes de Pilson Pereira da Silva e Rui Luiz Bogo e nas tentativas de homicídio de José Roberto Domingos e Erneci Afonso Lavall, em Peixoto de Azevedo. A magistrada também manteve a prisão preventiva dos três.
O júri está marcado para as 8h, no plenário do Fórum de Sinop, e será realizado presencialmente. Bruno, Éder e Inês foram pronunciados por homicídios qualificados por motivo fútil e uso de recurso que teria dificultado a defesa das vítimas, além de tentativas de homicídio com as mesmas qualificadoras.
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Segundo a denúncia do Ministério Público, o caso ocorreu em 21 de abril de 2024, por volta das 15h38, em Peixoto de Azevedo. A acusação sustenta que Inês e Bruno entraram pelos fundos da residência de Erneci armados, enquanto Éder teria dado apoio à ação.
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Conforme a acusação, o episódio teria relação com um conflito envolvendo uma dívida decorrente de contrato de locação entre Inês e Erneci. As defesas, no entanto, contestam essa versão e as qualificadoras atribuídas aos crimes. Entre os argumentos apresentados está a alegação de que havia um histórico de conflitos e ameaças envolvendo a cobrança e de que a dívida apontada como motivação já havia sido declarada inexistente judicialmente.
Os três já haviam sido pronunciados para julgamento popular. Houve recursos contra a decisão, mas o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve o encaminhamento ao júri. Recursos posteriores chegaram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que não os conheceu, e a decisão de pronúncia transitou em julgado.
Na nova decisão, a juíza também reavaliou as prisões preventivas de Bruno, Éder e Inês. Ela concluiu que não houve mudança no quadro que justificasse a soltura e determinou a manutenção das prisões dos três.
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A magistrada ainda autorizou uma série de pedidos das defesas para o julgamento. No caso de Bruno, determinou que a Polícia Civil informe o andamento da apuração de uma suposta extorsão registrada no mesmo dia dos crimes e verifique a existência de câmeras que possam ter registrado imagens relacionadas ao caso. A juíza também autorizou que as armas apreendidas sejam levadas ao plenário para apresentação aos jurados.
Para Éder, foi autorizada a obtenção de informações sobre a possibilidade de o sistema de monitoramento que registrou os fatos também ter captado áudio. Já para Inês, foi permitida a exibição das mídias do processo durante o júri, mas negado o pedido para ampliar em duas horas o tempo de sustentação oral da defesa.









