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02 de Outubro de 2026, 16h:28 - A | A

POLÍCIA / CRIME EM PEIXOTO

Júri de médico e fazendeira por tentativa de chacina é marcado para 18 de novembro

Trio é acusado de envolvimento nas mortes de Pilson Pereira da Silva e Rui Luiz Bogo e nas tentativas de homicídio de outras duas pessoas.

Reprodução

Julgamento dos três será realizado no plenário do Fórum de Sinop.

Julgamento dos três será realizado no plenário do Fórum de Sinop.

VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT



A juíza Giselda Regina Sobreira de Oliveira Andrade, da 1ª Vara Criminal de Sinop (a 480 km de Cuiabá), Norte de Mato Grosso, marcou para 18 de novembro o julgamento do médico Bruno Gemilaki Dal Poz, Éder Gonçalves Rodrigues e da fazendeira Inês Gemilaki, acusados de envolvimento nas mortes de Pilson Pereira da Silva e Rui Luiz Bogo e nas tentativas de homicídio de José Roberto Domingos e Erneci Afonso Lavall, em Peixoto de Azevedo. A magistrada também manteve a prisão preventiva dos três.

O júri está marcado para as 8h, no plenário do Fórum de Sinop, e será realizado presencialmente. Bruno, Éder e Inês foram pronunciados por homicídios qualificados por motivo fútil e uso de recurso que teria dificultado a defesa das vítimas, além de tentativas de homicídio com as mesmas qualificadoras.

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Segundo a denúncia do Ministério Público, o caso ocorreu em 21 de abril de 2024, por volta das 15h38, em Peixoto de Azevedo. A acusação sustenta que Inês e Bruno entraram pelos fundos da residência de Erneci armados, enquanto Éder teria dado apoio à ação.

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Conforme a acusação, o episódio teria relação com um conflito envolvendo uma dívida decorrente de contrato de locação entre Inês e Erneci. As defesas, no entanto, contestam essa versão e as qualificadoras atribuídas aos crimes. Entre os argumentos apresentados está a alegação de que havia um histórico de conflitos e ameaças envolvendo a cobrança e de que a dívida apontada como motivação já havia sido declarada inexistente judicialmente.

Os três já haviam sido pronunciados para julgamento popular. Houve recursos contra a decisão, mas o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve o encaminhamento ao júri. Recursos posteriores chegaram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que não os conheceu, e a decisão de pronúncia transitou em julgado.

Na nova decisão, a juíza também reavaliou as prisões preventivas de Bruno, Éder e Inês. Ela concluiu que não houve mudança no quadro que justificasse a soltura e determinou a manutenção das prisões dos três.

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A magistrada ainda autorizou uma série de pedidos das defesas para o julgamento. No caso de Bruno, determinou que a Polícia Civil informe o andamento da apuração de uma suposta extorsão registrada no mesmo dia dos crimes e verifique a existência de câmeras que possam ter registrado imagens relacionadas ao caso. A juíza também autorizou que as armas apreendidas sejam levadas ao plenário para apresentação aos jurados.

Para Éder, foi autorizada a obtenção de informações sobre a possibilidade de o sistema de monitoramento que registrou os fatos também ter captado áudio. Já para Inês, foi permitida a exibição das mídias do processo durante o júri, mas negado o pedido para ampliar em duas horas o tempo de sustentação oral da defesa.

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