Josi Dias/TJMT

Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão pelo assassinato de Roberto Zampieri.
KARINE ARRUDA, VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
A defesa de Antônio Gomes da Silva, assassino confesso do advogado Roberto Zampieri, vai insistir no pedido de instauração de um incidente de insanidade mental do réu. A informação foi confirmada ao
pelo advogado Neyman Monteiro, que integra a defesa de Antônio.
Segundo o advogado, o comportamento apresentado pelo condenado durante o julgamento reforça a necessidade de uma avaliação sobre a saúde mental dele. O primeiro pedido de instauração do incidente foi apresentado durante o Tribunal do Júri, mas acabou rejeitado pelo juiz, que entendeu não haver elementos concretos suficientes para colocar em dúvida a sanidade mental do réu.
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Neyman afirmou ao
que, para a defesa, ficou comprovado durante o julgamento que Antônio “não é normal”. Entre os pontos citados pelo advogado estão o fato de o condenado colocar gelo na cabeça para se acalmar, utilizar sempre o próprio nome e não esconder o rosto após o assassinato de Zampieri.
Durante o júri, a defesa já havia mencionado relatos de que Antônio ouvia “vozes” e teria passado por internações. Na ocasião, os advogados pediram que o julgamento fosse suspenso em relação a ele para que fosse submetido a uma avaliação psiquiátrica.
O pedido, porém, foi contestado pelo Ministério Público do Estado (MPE-MT). Os promotores sustentaram que a questão nunca havia sido levantada pela defesa durante os mais de dois anos de tramitação do processo e que não havia documentos médicos nos autos que sustentassem a alegação. O juiz também destacou que Antônio apresentou falas coesas durante o interrogatório e demonstrou compreensão sobre o processo e sobre os próprios atos.
Rodrigo Moura / TJMT
Réus condenados pelo assassinato do advogado: Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.
Condenação
Antônio foi condenado na madrugada de hoje (2) a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão pelo assassinato de Roberto Zampieri, ocorrido na noite de 5 de dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Ele, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas foram condenados pelo Tribunal do Júri por homicídio triplamente qualificado.
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Durante o julgamento, Antônio confessou ter efetuado os disparos que mataram Zampieri e afirmou que, se estivesse novamente diante da mesma situação, cometeria o mesmo crime. Ele sustentou ainda que teria agido motivado por uma suposta cruzada pessoal contra a corrupção, versão contestada pelo Ministério Público.
Sobre a possibilidade de recorrer da pena, o advogado Neyman Monteiro afirmou ao
que a defesa ainda vai avaliar a medida. Ele também informou que Antônio foi autorizado pela Justiça a cumprir a pena em Belo Horizonte (MG), porém, a defesa ainda não conversou com o condenado sobre essa possibilidade. A conversa está prevista para ocorrer na segunda-feira (5).








