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02 de Outubro de 2026, 14h:56 - A | A

POLÍCIA / CONDENADO A 21 ANOS

Defesa de assassino de Zampieri vai insistir em exame de insanidade mental

A informação foi confirmada ao RepórterMT pelo advogado Neyman Monteiro, que integra a defesa do atirador.

Josi Dias/TJMT

Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão pelo assassinato de Roberto Zampieri.

Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão pelo assassinato de Roberto Zampieri.

KARINE ARRUDA, VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



A defesa de Antônio Gomes da Silva, assassino confesso do advogado Roberto Zampieri, vai insistir no pedido de instauração de um incidente de insanidade mental do réu. A informação foi confirmada ao pelo advogado Neyman Monteiro, que integra a defesa de Antônio.

Segundo o advogado, o comportamento apresentado pelo condenado durante o julgamento reforça a necessidade de uma avaliação sobre a saúde mental dele. O primeiro pedido de instauração do incidente foi apresentado durante o Tribunal do Júri, mas acabou rejeitado pelo juiz, que entendeu não haver elementos concretos suficientes para colocar em dúvida a sanidade mental do réu.

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Neyman afirmou ao que, para a defesa, ficou comprovado durante o julgamento que Antônio “não é normal”. Entre os pontos citados pelo advogado estão o fato de o condenado colocar gelo na cabeça para se acalmar, utilizar sempre o próprio nome e não esconder o rosto após o assassinato de Zampieri.

Durante o júri, a defesa já havia mencionado relatos de que Antônio ouvia “vozes” e teria passado por internações. Na ocasião, os advogados pediram que o julgamento fosse suspenso em relação a ele para que fosse submetido a uma avaliação psiquiátrica.

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O pedido, porém, foi contestado pelo Ministério Público do Estado (MPE-MT). Os promotores sustentaram que a questão nunca havia sido levantada pela defesa durante os mais de dois anos de tramitação do processo e que não havia documentos médicos nos autos que sustentassem a alegação. O juiz também destacou que Antônio apresentou falas coesas durante o interrogatório e demonstrou compreensão sobre o processo e sobre os próprios atos.

Rodrigo Moura / TJMT

Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas

Réus condenados pelo assassinato do advogado: Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.

Condenação

Antônio foi condenado na madrugada de hoje (2) a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão pelo assassinato de Roberto Zampieri, ocorrido na noite de 5 de dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Ele, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas foram condenados pelo Tribunal do Júri por homicídio triplamente qualificado.

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Durante o julgamento, Antônio confessou ter efetuado os disparos que mataram Zampieri e afirmou que, se estivesse novamente diante da mesma situação, cometeria o mesmo crime. Ele sustentou ainda que teria agido motivado por uma suposta cruzada pessoal contra a corrupção, versão contestada pelo Ministério Público.

Sobre a possibilidade de recorrer da pena, o advogado Neyman Monteiro afirmou ao que a defesa ainda vai avaliar a medida. Ele também informou que Antônio foi autorizado pela Justiça a cumprir a pena em Belo Horizonte (MG), porém, a defesa ainda não conversou com o condenado sobre essa possibilidade. A conversa está prevista para ocorrer na segunda-feira (5).

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Onça 02/10/2026

Ouvi uma “estória” da seguinte forma. Um matuto achou um filhote de onça e levou para o seu barraco, passando a cuidar do bichano como se filho fosse. O matuto botou fé no animal que ficou manso, chegando a dormir junto com ele na casa. E era aquele chamego entre humano e o bicho selvagem. Os vizinhos mais experientes diziem: Cuidado Zé, esse bicho é traiçoeiro, não descuida que um dia ele te passa pelo papo. E o Zé inocente sempre respondia: que nada ele já está adestrado e gosta muito de mim. O Zé notou que vira e meche na roça, ao retornar para o barrado, o bichano sempre estava a espreita e chegava abruptamente, dando aquele salto nas suas costas, ora dava a impressão de que estava brincando, ora parecia ser um ataque de predador. Por mais que os vizinhos alertava o Zé, este sempre retrucava que o bichano estava adestrado e que não faria nada contra ele. Certo dia a bendita onça atacou o cavalo mais bonito de Zé, pegando pelo pescoço, destroncou e comeu parte do animal. Os vizinhos quando souberam, aconselharam o Zé para desfazer do animal, contudo o mesmo retrucou dizendo que era coincidência, que o animal era dócil. Até Seu Genaro, vizinho de longe foi até a roça do Zé para levar uma alerta dizendo: Cuidado Zé o próximo pode ser você, mas o caipira não deu ouvido e retrucou recursando o animal é manso e isso não vai acontecer. É certo dia, as 11 da manhã quando Zé voltava da roça para pegar a bòia, cansado e despreocupado com a vida, não deu conta quando ao passar por de baixo de um pé de jacarandá, sentiu as unhas da moça que enterraram em seu pescoço e os dentes caninos que enterraram em sua cabeça. Logo, correu a notícia, Seu Zé, que tanto a onça pintada, acabou sendo devorado pelo animal. Depois deste conto metafórico, não é preciso dizer nada sobre a notícia de que a defesa desse assassino insistirá em uma mentira, para beneficiar alguém que agiu tão maldosamente.

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