LUIS VINICIUS
DA REDAÇÃO
O procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Paulo Prado, admitiu que pode ir à Justiça contra o governo do Estado. Conforme Prado, a medida seria tomada para garantir o repasse da parcela salarial do mês de julho, aos membros do Ministério Público Estadual (MPE), por parte do governo do Estado, o que está estabelecido em lei. O valor gira em torno de R$ 21 milhões.
Na noite de sexta-feira (29), Prado encaminhou um e-mail a todos os membros do MPE, informando o não repasse por parte do Poder Executivo.
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O chefe do MPE afirma que a culpa pelo atraso no pagamento dos salários ocorre por parte do governo. “Na condição de Procurador-Geral de Justiça informo a todos que, até este horário, o governo do Estado de Mato de Grosso não repassou a parcela mensal de julho2016 destinada ao pagamento de pessoal”, diz trecho do e-mail.
“Aproveito o ensejo para tranquilizar a todos quanto à nossa postura firme na defesa intransigente da autonomia administrativa, financeira e funcional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, não descartando, inclusive, se necessário, socorrer a via judicial”, avisou o procurador em seu comunicado.
Outro lado
Por meio de nota, o governo do Estado afirmou informou que, no dia 19 de julho, se reuniu com representantes dos poderes e responsáveis dos demais órgãos para solicitar um prazo para o repasse do duodécimo.
Confira a íntegra da mensagem encaminhada por Paulo Prado
Prezados Membros e Servidores,
Na condição de Procurador-Geral de Justiça informo a todos que, até este horário, o Governo do Estado de Mato Grosso não repassou a parcela mensal de julho/2016 destinada ao pagamento de pessoal.
Ainda ontem, apesar de toda a nossa mobilização sufocante contra o PLP 257/2016, determinei ao Departamento de Planejamento que elaborasse ofício ao Secretário de Fazenda, Seneri Kernbeis Paludo, e ao Chefe do Executivo Estadual, José Pedro Gonçalves Taques, solicitando, por força de lei, a solução da mencionada questão, conforme documentos em anexo.
Esclareço que nestes últimos anos, é a primeira vez que fato dessa natureza, infelizmente ocorreu, envolvendo a nossa Instituição e os demais Poderes.
Ressalto aos Senhores Membros e Servidores que preocupado com o quadro Estadual e Nacional, e com o compromisso de gerir com responsabilidade a coisa pública, pauto a minha Administração por executar ações arrojadas, porém factíveis, de acordo o planejamento estratégico e sempre tendo em vista a disponibilidade financeira e orçamentária previstas na, LRF, LDO e LO e nos ditames dos princípios estabelecidos no art. 37 da CF.
Nesta manhã convidei os Secretários de Estado de Planejamento e de Fazenda, Gustavo de Oliveira e Seneri Kernbeis Paludo, para comparecerem à sede da Procuradoria Geral de Justiça, os quais reafirmaram pessoalmente a dificuldade e indisponibilidade (leia-se impossibilidade) financeira do Estado para executar o repasse na data aprazada.
Movido por respeito incondicional a todos os Membros e Servidores e buscando honrar o pagamento dos salários, convoquei a Administração Superior e estamos providenciando, com os recursos existentes no caixa da instituição, o envio da folha de pagamento ainda essa tarde para a rede bancária, e acredito que na segunda ou no máximo terça-feira estará disponível para os Senhores.
Aproveito o ensejo para tranquilizar a todos quanto à nossa postura firme na defesa intransigente da autonomia administrativa, financeira e funcional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, não descartando, inclusive, se necessário, socorrer a via judicial.
Um bom final de semana a todos.
Paulo Roberto Jorge do Prado
Procurador-Geral de Justiça















alexandre 31/07/2016
Isso comprova a má distribuição de recursos no Estado, mesmo sem receber duodécimos tem recursos em caixa pra cumprir a folha, tem UO que sobrevive com menos de 10 milhoes e ainda arrecada.., tem que aprender a trabalhar sem dinheiro, o gasto com folha é absurdo de alto...
Gilston 30/07/2016
Pra mim, não passa de pressão "retalhação"do governador pra que os poderes aceitem baixar para 15% duodécimo.Este homem é muito vingativo. Lembro que uma vez , alguém estendeu a mão pra lhe cumprimenta-los, "Pedro Taques" ele desfiou o rosto da pessoa, pra não pegar na mão. Isso foi lá em frente ao prédio do Marionã av do cpa onde tem um juizado.Que saudade do Silval.
arnaldo 30/07/2016
O Presidente se o Governador e seu amigo. Perdoe o não pagamento. Ele é caloteiro mesmo, o que e que tem deixar de pagar MP. Bobagem. Pode 2% em um mês, 1% no outro e 0,8% em outro. Vamos ser solidários com o caloteiro. Daqui uns dias ele resolve parcela salários de secretários tbem, como o governador e pobre e diz que não tem dinheiro. Ele nem deveria ajudar campanha de Mauro Mendes ou do grupo do seu partido. Ne. Ele ajuda Mauro e depois paga parcela do o MP.kkk
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