CELLY SILVA
DA REDAÇÃO
A votação do projeto de lei que trata do pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) enviada pelo governo para a Assembleia Legislativa (e já aprovada em primeira votação) pode ter um substitutivo caso o deputado Dilmar Dal'Bosco (DEM) consiga convencer o governador Pedro Taques (PSDB) a aumentar a proposta de 6% para 7,36%.
Na manhã desta terça-feira (28), quando está prevista a segunda votação do projeto do governo pelo Plenário da Assembleia, o deputado negocia com o governador Pedro Taques e com o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, a substituição do projeto de 6% pelo de 7,36%
A nova proposta surgiu na noite desta segunda-feira (27) após o deputado da oposição Zeca Viana (PDT) apresentar uma proposta de substitutivo que prevê o pagamento integral dos 11,28% da RGA dividido em nove parcelas, a serem pagas entre julho deste ano e março de 2017.
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Ainda na segunda-feira, o deputado Dilmar Dal'Bosco se reuniu com vários sindicalistas ainda na segunda-feira e também com o governo. Na manhã desta terça-feira (28), quando está prevista a segunda votação do projeto do governo pelo Plenário da Assembleia, o deputado negocia com o governador Pedro Taques e com o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, a substituição do projeto de 6% pelo de 7,36%, que também ficaria dividido em três parcelas a serem pagas da seguinte forma: 2% em setembro, 2,68% em janeiro de 2017 e 2,68% em abril do ano que vem.
Caso haja esse entendimento do parlamentar com o Executivo, é possível que a votação desta terça-feira seja do substitutivo e não do projeto já aprovado na primeira votação, quando houve 13 votos favoráveis ao governo contra 9 de oposição.
"Queremos o fim dessa greve e que os servidores voltem com força para trabalhar. Por isso, o diálogo continua, e seguiremos mediando essa situação", disse o deputado Dilmar Dal'Bosco.
"Os representantes do Fórum responderam que vão sentar e debater a questão. Cada um tem que ver com sua categoria como a nova proposta é recebida. Queremos o fim dessa greve e que os servidores voltem com força para trabalhar. Por isso, o diálogo continua, e seguiremos mediando essa situação", disse o deputado Dilmar Dal'Bosco.
A proposta de substitutivo não agradou a parte dos sindicalistas que ouviram o deputado. Os representantes das categorias dos servidores da Saúde e dos agentes socioeducativos e penitenciários, ouvidos pelo
, afirmam que o aumento de 6% para 7,36% ainda não atende à reivindicação dos grevistas, que exigem pagamento integral da reposição inflacionária.
Para João Batista de Souza, presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários (Sindspen), apesar de ser um avanço em relação à propsta de 6% apresentada pelo governo, a categoria ainda não está satisfeita com os 7,36% propostos por Dilmar Dal'Bosco e vê como a melhor opção o substitutivo de Zeca Viana, que prevê o pagamento parcelado dos 11,28% da RGA.
Já a visão dos servidores da Saúde é diferente. "A proposta não nos atende, ela não é um substitutivo. Eu vou levar para minha base, mas, de antemão, é muito difífcil aceitar essa proposta, ela arrebenta com o direito trabalhista", disse Oscalino Alves, presidente da Sisma (Sindicato dos Servidores da Saúde do Estado de Mato Grosso). "Nós preferimos tombar em pé, lutando dignamente, não aceitando essa imposição do governo [...] Nós não vamos aceitar qualquer coisa!", asseverou Oscalino.
Para o presidente do Sindicato da Carreira dos Profissionais do Sistema Socioeducativo (Sindpss),Paulo César de Souza, "a proposta que veio dele [deputado] é pior do que a que está aqui. Eu não concordei com isso não", afirmou ao
.
Sessão levantada
Após um acalorado debate em que o deputado Gilmar Fabris (PSD) chamou os servidores grevistas de "baderneiros" e "mal-educados", a sessão extraordinária da manhã desta segunda-feira foi suspensa duas vezes pelo presidente da Casa, deputado Guilherme Maluf (PSDB) e, finalmente, levantada até a sessão ordinária noturna, que começa a partir das 17 horas desta terça-feira. Durante a sessão, os deputados resolveram analisar em separado o substitutivo apresentado pelo deputado Zeca Viana e o parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sobre a proposta, que também serão debatidos e, possivelmente votados, na sessão noturna.
















jorge 28/06/2016
SE A PROPOSTA DO ZECA VIANA NÃO PASSAR É POR QUE O GOVERNADOR NÃO QUER PAGAR, DIVIDIR UMA CONTA QUE ERA EM COTA ÚNICA EM 9 VEZES E NÃO ACEITAR AI É PRACABAR. ELES NÃO DIVIDE O IPVA DESSA FORMA. A GREVE PODE ACABAR SE O GOVERNADOR QUISER QUE ACABE, A NÃO SER QUE OS FUNCIONÁRIOS DO EXECUTIVO NÃO FAÇA FALTA PARA O ESTADO.
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