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À época, o ex-prefeito Chico Galindo (PTB)) disse que o contrato de R$ 3,6 milhões saiu barato
RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
Em maio de 2012, o então prefeito de Cuiabá, Chico Galindo (PTB)), traçou um plano turístico inusitado para divulgar as belezas da capital, visando a Copa do Mundo de 2014, uma das sedes do mundial. Decidiu colocar os cuiabanos para dançar (literalmente) na Sapucaí. Para que isso acontecesse, investiu ‘sem medo’ R$ 3,6 milhões em uma das escolas mais tradicionais do carnaval carioca, a Estação Primeira de Mangueira.
“Esse é um investimento que sairá barato. Ser tema da Mangueira significa uma propaganda de 80 minutos ao vivo na Rede Globo, o que custaria mais de R$ 50 milhões”, defendeu Galindo.
À época, o ex-prefeito disse que o contrato saiu barato. “Esse é um investimento que sairá barato. Ser tema da Mangueira significa uma propaganda de 80 minutos ao vivo na Rede Globo, o que custaria mais de R$ 50 milhões.”, defendeu Galindo.
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A maior parcela foi paga com recursos próprios (R$ 1,6 milhão) da Prefeitura. A gestão do então governador Silval Barbosa (PMDB) também ajudou, pagando R$ 750 mil por meio da extinta Secopa. O restante de R$ 1,250 milhão foi quitado por empresas privadas. O tema escolhido: "Cuiabá, um paraíso no centro da América".
O paraíso 'virou inferno' rapidamente. Apesar de na teoria ter ficado muito bonito, o resultado final não agradou a maioria da população, principalmente, devido ao valor pago e pela distorção em vários pontos da cultura cuiabana. No final da apresentação, a Mangueira teve de correr para encerrar o desfile no limite de 82 minutos. Um dos carros alegóricos da agremiação ficou preso em uma torre de televisão da Sapucaí e isso trouxe problemas para a evolução da escola carioca que conquistou chorando 8° lugar. Uma chacota no padrão FIFA.
Galindo não prestou contas ao Estado sobre dinheiro recebido da Secopa e teve o nome inscrito na lista de inadimplentes
Depois do carnaval, a contratação ainda tem causado problemas para o prefeito Mauro Mendes (PSB), que assumiu o cargo no mesmo ano do desfile. A gestão Galindo não prestou contas ao Estado sobre dinheiro recebido da Secopa e teve o nome inscrito na lista de inadimplentes em fevereiro deste ano.
Por causa da irresponsabilidade do ex-prefeito, o Executivo municipal ficou sem firmar convênios com o governo estadual na área de saúde, segurança e assistência social. A atual gestão se viu obrigada a ingressar na Justiça com pedido de liminar para suspender o quadro de inadimplência e conseguiu com êxito.
Se for encontrado irregularidades a Procuradoria do município pode entrar com ação na Justiça contra o ex-prefeito Chico Galindo.
Mas depois do impasse e com medo de novos problemas, a Prefeitura decidiu investigar mais afundo o contrato com a escola carioca. A mando do prefeito Mauro Mendes (PSB) uma comissão instituída por meio da portaria conjunta n° 001/2015, publicada no Diário Oficial de Contas, composta por três (Comunicação, Planejamento, Cultura), além da Controladoria Geral do Município vai analisar as contas dentro de um prazo de 25 dias. Se for encontrado irregularidades a Procuradoria do município pode entrar com ação na Justiça contra o ex-prefeito Chico Galindo.
Em relação ao retorno turistico do 'investimento' não é possível calcular. O que sabemos é que a saúde pública continua com sérios problemas, principalmente por falta de recursos. Sem querer colocar culpa nos gestores passados, é preciso dizer, mas como faz falta R$ 3,6 milhões, principalmente, para renovar o contrato de 30 leitos de UTI da Santa Casa, cancelado pelo prefeito Mauro Mendes, justamente, por falta de dinheiro.
Outro lado
O
tentou contato com o petebista para que ele comente a decisão do prefeito, mas não obtivemos êxito. Até o fechamento desta reportagem ele não atendeu, nem retornou as ligações.
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