Cuiabá, 24 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
24 de Setembro de 2026

22 de Dezembro de 2025, 18h:40 - A | A

POLÍTICA / MANDOU OAB SE DANAR

CNJ dá cinco dias para juíza de Cuiabá prestar informações sobre conduta ofensiva à advocacia

A determinação foi proferida pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques.

TJMT

Juíza disse “que se dane a OAB” durante uma sessão do Tribunal do Júri realizada no último dia 15.

Juíza disse “que se dane a OAB” durante uma sessão do Tribunal do Júri realizada no último dia 15.

DO REPÓRTERMT



O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deu prazo de cinco dias para que a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, de Cuiabá, preste informações após dizer “que se dane a OAB” durante uma sessão do Tribunal do Júri realizada no último dia 15. O episódio que motivou reclamação disciplinar apresentada pela Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT) e pelo Conselho Federal da OAB.

A determinação foi proferida pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques. Além de se manifestar sobre os fatos, a magistrada deverá encaminhar, no mesmo prazo, o arquivo com a íntegra da sessão do júri em que teriam ocorrido as violações às prerrogativas da advocacia.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

LEIA MAIS: Bate-boca entre juíza e advogados paralisa julgamento em Cuiabá; "Que se dane a OAB", diz magistrada

A reclamação disciplinar tem como base um episódio registrado na última segunda-feira, quando membros do Tribunal de Defesa das Prerrogativas da OAB-MT compareceram ao Fórum de Cuiabá após denúncias de violação de prerrogativas profissionais durante a realização de uma sessão do Tribunal do Júri. Segundo a Ordem, a juíza determinou a retirada dos representantes da entidade do plenário, proferiu a frase ofensiva à instituição e suspendeu a sessão, remarcando-a para o dia seguinte.

Na terça-feira (16), a presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso, acompanhada por uma comitiva de advogados, foi ao Fórum para acompanhar a retomada do júri e garantir o respeito às prerrogativas profissionais. De acordo com a entidade, a diretoria da OAB-MT e outros advogados foram impedidos de entrar no prédio por determinação da magistrada, o que levou a Ordem a acionar a presidência e a corregedoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Após a liberação do acesso, a OAB informou que buscou diálogo institucional com a juíza.

Leia mais - Advogados são barrados no Fórum de Cuiabá; veja vídeo

A reclamação disciplinar foi assinada por Gisela Cardoso e pelo presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti. A OAB sustenta que a conduta atribuída à magistrada configura desrespeito à instituição e às prerrogativas da advocacia, o que motivou a atuação do CNJ para apuração do caso.

Comente esta notícia