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26 de Dezembro de 2016, 10h:25 - A | A

POLÍTICA / 3 DIAS POR MÊS

Bezerra quer mudar a CLT para implantar a ‘licença menstrual’

O projeto do deputado de MT é baseado em benefícios às mulheres já existentes, há décadas, em países asiáticos, como Japão e China

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



Um projeto de autoria do deputado Carlos Bezerra (PMDB), apresentado na Câmara Federal, na semana passada, propõe mudar regras da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) para que mulheres fiquem afastadas do trabalho por até três dias, durante o ciclo menstrual.

Bezerra baseou sua proposta - que está sendo chamada de "licença-menstrual" - em uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo, publicada em abril deste ano e que revela a adoção da medida por parte de uma empresa britânica.

A matéria também cita que os direitos já existem há décadas em países asiáticos, como Japão e China.

“A notícia se refere à uma pequena empresa situada em Bristol (Reino Unido), que passou a adotar uma licença-menstruação, pela qual funcionárias terão flexibilidade de ir para casa se for necessário, e compensar depois as horas não trabalhadas – ou mesmo trabalhar de casa”, diz trecho do projeto do deputado mato-grossense.

Segundo Bezerra, o afastamento do trabalho durante a menstruação tem respaldo científico “e é defendido por médicos, levando-se em conta as alterações sofridas pelo corpo feminino durante esse período”.

O deputado utilizou um estudo feito pelo ginecologista inglês Gedis Grudzinskas, que sugere que países de todo o mundo implantem a "licença menstrual", até como forma de aumentar o rendimento das mulheres no trabalho.

O projeto aponta que a empresa MedInsight, denominado "Dismenorreia & Absenteísmo no Brasil", revela que aproximadamente 65% das mulheres brasileiras sofrem de cólica menstrual.

Além disso, cerca de 70% das mulheres têm queda da produtividade do trabalho durante a menstruação, causada pelas cólicas e por outros sintomas associados a elas, como cansaço maior que o habitual (59,8%), inchaço nas pernas, enjoo (51%), cefaléia (46,1%), diarréia (25,5%), dores em outras regiões (16,7%) e vômito (14,7%).

Clique aqui e veja a íntegra do Projeto de Lei 6.784/2016.

 

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Joaquim Melo 26/12/2016

Bezerra já passou da hora de aposentar! Vc esta gagagaga......que ideia maluca meu velho! Nenhum empresário vai querer contratar mulher!!! Lega de viajar!!! As mulheres estão ganhando espaço e vc acha que está fazendo o bem!? Vc esta discriminando a classe feminina!!!! Vai cuidar dos seus tataranetos!!

Armindo de Figueiredo Filho Figueiredo 26/12/2016

ORA BOLAS!!!! Será que não tem uma lei mais importante do que essa???? Isso é o que?? Falta de projeto, lei etc? Acho que é falta de "IMAGINAÇÃO" mesmo!!!, para criar um absurdo desse??? É para agradar a quem??? As sofredoras de TPMs??? Faça-nos o favor!!!Nos poupe, dessa "EXCENTRICIDADE". Basta os projetos e Leis que os políticos de antigamente, apresentavam para "NOMES DE RUAS", "CORETOS", "BECOS" E LUGAREJOS" ... e por aí vai.....As "raposas Velhas" na política, possuem essas características. Principalmente nos finais de suas carreiras políticas. Já deu o que tinhade dar . É lamentável tudo isso...... E... estamos conversados

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