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05 de Novembro de 2025, 10h:10 - A | A

CIDADES / R$ 10 POR EIXO

Pedágio em rodovia sem asfalto em Goiás revolta motoristas; veja o vídeo

Motoristas se indignam com cobrança de R$ 10 em rodovia sem pavimentação que liga Mozarlândia (GO) a Cocalinho (MT).

Reprodução

Estrada de chão revolta motoristas que tem que pagar pedágio em rodovia de Goiás.

Estrada de chão revolta motoristas que tem que pagar pedágio em rodovia de Goiás.

APARECIDO CARMO
DO REPÓRTERMT



A situação de uma rodovia estadual de Goiás se tornou destaque nacional nesta semana. Isso porque a GO-454, que liga as cidades de Mozarlândia (GO) a Cocalinho (MT), não tem sequer asfalto, mas tem cabines de pedágio para cobrança dos condutores que passam por ali.

Na via, que é de responsabilidade do Governo de Goiás, são cobrados R$ 10 por automóvel, R$ 5 por motocicleta e R$ 10 por cada eixo de caminhão. Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, um motorista compartilhou a revolta com a situação do país.

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"Pedágio na estrada de chão. Vê se tem cabimento! Tá achando que é mentira? Olha lá o pedágio", diz o motorista.

"Eu vou pagar R$ 70. Pelo amor de Deus. Isso aqui é de Mozarlândia para Cocalinho. Estrada totalmente de terra. Dez reais por eixo, 70 conto eu deixei aqui", acrescenta na sequência.

A rodovia foi construída em 2017, em substituição à antiga balsa que era usada para percorrer o percurso. A maior parte da GO-454 já foi pavimentada, faltando apenas os 12 km que liga os dois estados.

Por meio de nota à imprensa, a assessoria do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que chefiava o Executivo estadual na época, disse que a obra "foi construída pela iniciativa privada, mediante acordo firmado com o governo estadual, com autorização para cobrança de uma taxa de utilização por veículos leves e pesados".

Já a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), o trecho é particularmente desafiador por causa de períodos do ano em que as águas do Rio Araguaia podem interditar a rodovia. Estudos estão em andamento para encontrar uma solução, o que deve ser concluído no primeiro semestre de 2026.

Com informações do UOL.

 

 

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