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25 de Dezembro de 2013, 19h:53 - A | A

POLÍTICA / VARREDURA NAS CONTAS

Auditoria nas contas do Detran/MT aponta dois pagamentos \'irregulares\'

Levantamento da AGE foi uma determinação do governador Silval Barbosa (PMDB)

ALINE FRANCISCO
DA REDAÇÃO



O Auditor Geral do Estado, José Alves Pereira Filho, em entrevista ao RepórterMT nessa terça-feira (24), disse que encontrou em dois contratos do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MT), sob a então presidência de Giancarlo Castrillon (DEM), aumento de despesas no pagamento com segurança e com impressão de cópias.

O auditor não soube dizer os valores. O levantamento não foi concluído, segundo Alves, em virtude de Eugênio Destri (PR) ter assumido o órgão no dia 10 de dezembro, sob a justificativa de se fazer correções nos dois contratos.

O trabalho foi fruto de uma auditoria feita a pedido do governador Silval Barbosa (PMDB) no dia 6 de novembro, quando acontecia uma greve no órgão. A paralisação dos funcionários e a cobrança publicamente do Sindicato a Silval Barbosa, durante as inaugurações das obras da Copa, foram o estopim para a realização da varredura nas contas da Autarquia. Silval, em discurso nas obras, era obrigado a dar esclarecimentos de que seu governo repassava recursos ao Detran, onde segundo ele, só neste ano, foram cerca de R$ 36 milhões.

No geral, porém, de acordo com o Auditor Geral, não foi encontrado nenhum gasto que pudesse ser considerado exorbitante. “A orientação do próprio governador é para que a análise fosse sobre as contas e a análise com base nos pagamento acima da média. Comparando os anos de 2012 e 2013, não foram muito diferentes as contas”, explica.

De acordo com Jose Alves, a auditoria não tinha o caráter de retalhar Giancarlo. “Entendemos que o governador gostaria de esclarecer a situação para a população. O Sindicato disse que não tinha nem café e papel, mas a intenção mesmo era dar transparência para estes números”.

A possível falta de materiais foi atribuída como uma questão de gestão pelo secretário-Auditor. “Teve uma redução no orçamento de todos os órgãos até mesmo para garantir a quitação das contas, como 13º salário, mas essa falta de materiais denunciada pelo sindicato foi mesmo uma questão de gestão, de prioridade dentro do órgão”, diz.

QUEDA

Além da greve dos servidores, a saída de Gian Castrillon passou a ser inevitável. Ela acabou acontecendo depois que o nome dele apareceu em uma investigação feita pela Polícia Federal durante a Operação Ararath II. Em sua saída, Gian agradeceu ao governador pela oportunidade, mas reclamou da falta de recursos para tocar o órgão.

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