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Deputado disse que saiu da liderança do governo para não afetar a imagem de Pedro Taques.
CELLY SILVA
DA REDAÇÃO
O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) entregou o cargo de líder do governo do Estado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, na noite desta terça-feira (18), após ter sido alvo de um mandado de busca e apreensão da Polícia Federal, na operação Theatrum, que investiga esquema de corrupção de servidores do Incra, juntamente com fazendeiros e políticos, na “compra” de fiscalização com resultado previamente acertado nos Projetos de Assentamento (PA) Tapurah e Itanhangá (452 Km e 522 Km de Cuiabá, respectivamente).
Em nota enviada à imprensa na noite de terça, o deputado disse que a denúncia que o envolveu na operação da PF trouxe “acusações infundadas e com sérios indícios de viés políticos” e que, por conta disso, colocou a disposição do governador Pedro Taques (PSDB) o cargo de líder do governo no Parlamento “para que não haja prejuízos à imagem do gestor”. Na terça-feira, procurado pela reportagem, o governo disse que não iria se pronunciar a respeito do caso.
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De acordo com a nota emitida pelo deputado, o seu envolvimento na operação Theatrum ocorreu após uma denúncia do empresário Eduardo Magalhães Pinto, que afirmou tê-lo visto almoçando com um servidor do Incra e com lideranças políticas na cidade de Itanhangá, o que foi desmentido pelo parlamentar à Polícia Federal.
Segundo Dilmar Dal Bosco, o fato é que ele é uma pessoa pública e está frequentemente naquele município. O deputado disse em sua nota que foi questionado pela PF sobre o motivo para que seu nome fosse citado recontes vezes por parceleiros e lideranças políticas nos P.A’s Tapurah e Itanhangá, ao que ele respondeu que isso é natural uma vez que ele é coordenador da Frente Parlamentar de Regularização Fundiária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), onde é procurado por pessoas que buscam acesso à terra junto ao Incra.
A prova disso, segundo Dilmar, são as duas audiências públicas que promoveu em Itanhangá e diversas reuniões que teve em Brasília com o presidente do Incra, deputados federais e senadores mato-grossenses.
Com relação à denúncia do empresário Eduardo Magalhães, Dilmar Dal Bosco vê o caso como perseguição política, já que o deputado apoiou um grupo oposto ao do empresário que teria feito a falsa denúncia.
O parlamentar questionou a idoneidade de Eduardo Magalhães, que é investigado na operação “Terra Prometida”, também conduzida pela PF, por comercializar lotes ilegais no P.A. Itanhangá, obtendo lucro de R$ 50 mil. Além disso, Dilmar acusa o empresário de fraudar o processo de aquisição de lotes da Reforma Agrária, já que é comerciante e não se enquadra no perfil do programa do governo.
Por outro lado, o deputado afirma que continuará atuando na questão da regularização fundiária de Mato Grosso, mesmo após a operação da Polícia Federal e mesmo que surjam novas acusações infundadas à sua imagem.
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Confira a nota na íntegra:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Diante do fatos ocorridos na manhã desta terça-feira (18/10/2016) envolvendo o deputado estadual Dilmar Dal’ Bosco (DEM), que teve seu nome arrolado na Operação 'Theatrum', desencadeada pela Polícia Federal em torno da corrupção de servidores públicos federais envolvidos na 'compra' da fiscalização do Incra feita no assentamento Tapurah/ Itanhangá com resultados acertados previamente. O parlamentar vem a público esclarecer:
·A presença da Polícia Federal em seu gabinete teve como objetivo intimá-lo a comparecer à sede do órgão e prestar esclarecimentos quanto ao processo 759/2015, do qual o mesmo não tinha conhecimento;
·Ao contrário do que foi divulgado em alguns veículos de comunicação de Mato Grosso não houve Condução Coercitiva à sede da PF, fato que se deu se forma espontânea;
·Até o momento do depoimento à PF desconhecia o teor do processo, cujo objeto seria a propina paga a servidores do INCRA no ato da vistoria dos imóveis rurais, fato do qual nega qualquer envolvimento;
·Teve seu nome envolvido nas investigações denominada Terra Prometida, mas as acusações caíram por terra após o próprio INCRA e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tapurah emitirem certidão/nota inocentando-o de possuir qualquer propriedade naquele referido assentamento;
·O seu envolvimento na operação 'Theatrum' se deu após denúncia do empresário Eduardo Magalhães Pinto, que afirmou tê-lo visto almoçando com o servidor do Incra e com lideranças políticas na cidade de Itanhangá, fato desmentido pelo parlamentar que afirmou ser pessoa pública e que está sempre presente no município, onde apoiou um grupo político oposto ao do referido empresário;
·O deputado questiona a idoneidade da ‘testemunha’, que está sendo investigada na operação Terra Prometida por comercializar lotes ilegais no P.A. Itanhangá, obtendo lucro de R$50 mil na transação, pontuando que, por se tratar de um comerciante, o mesmo não possui perfil para aquisição de lotes da Reforma Agrária;
·Quanto ao uso recorrente do seu nome por parceleiros e diversas lideranças políticas nos P.A.s Tapurah/ Itanhangá, o deputado estadual justifica que isso é comum em todo o Estado de Mato Grosso, uma vez que atua como Coordenador da Frente Parlamentar de Regularização Fundiária da Assembleia Legislativa, onde é procurado com frequência por pessoas que buscam agilidade nos processos de regularização fundiária junto ao Incra. Prova disso foi a promoção oficial, por parte do Legislativo Estadual, de duas audiências públicas em Itanhangá e diversas reuniões em Brasília com o presidente do INCRA, deputados federais e senadores mato-grossenses;
·Diante das acusações infundadas e com sérios indícios de viés político, colocará a ‘função’ de Líder do Governo a disposição do governador Pedro Taques, para que não haja prejuízos à imagens do gestor;
·Por fim, afirma que continuará militando pela regularização fundiária em Mato Grosso, ainda que sua participação nessa área polêmica, burocrática e cercada de interesses financeiros e políticos – em detrimento da dignidade de milhares de famílias em condições de miserabilidade- acarrete novas dificuldades e acusações infundadas à sua imagem!













