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20 de Agosto de 2025, 18h:27 - A | A

POLÍCIA / TRÁFICO E LAVAGEM

TJ solta corretor alvo de operação, mas mantém presos líderes de esquema que movimentou R$ 185 milhões

Juiz entendeu que, embora os fatos em apuração sejam graves, não há elementos para manter Lucas preso

Reproducao

Lucas Goudinho foi solto por decisão do TJMT

Lucas Goudinho foi solto por decisão do TJMT

DO REPÓRTER MT



O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) determinou, nessa terça-feira (19), a soltura do corretor de imóveis Lucas Goudinho e Gonçalves, preso durante a Operação Datar, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas no Estado.

A decisão foi assinada pelo desembargador Wesley Sanchez Lacerda, da Primeira Câmara Criminal, que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, como comparecimento mensal em juízo, proibição de deixar a comarca sem autorização judicial e de manter contato com os demais investigados.

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Além de Lucas, o Tribunal de Justiça havia acolhido pedido de soltura de Thiago Massashi Sawamura, que também foi preso na operação. 

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Segundo o magistrado, embora os fatos em apuração sejam graves e exijam aprofundamento das investigações, não há elementos para manter Lucas preso no atual estágio do processo.

“A situação específica do paciente [Lucas Goudinho] não autoriza a manutenção da prisão preventiva, sobretudo porque não há notícias de prática de novos crimes após 2023”, escreveu Lacerda na decisão.

Histórico e investigações

De acordo com os autos, entre 2015 e 2023, Lucas teria movimentado valores fragmentados com investigados apontados como chefes da quadrilha, como Diego de Lima Datto e Patrike Noro de Castro, conhecido como “DJ”. Os montantes identificados somam R$ 23,1 mil e R$ 12 mil, respectivamente.

Lucas já havia sido condenado, em 2017, a 4 anos e 1 mês de prisão por associação ao tráfico de drogas, pena que cumpre em regime semiaberto. A defesa argumentou que o crime de lavagem não exige prisão preventiva e que havia “lapso temporal relevante” entre os fatos e a investigação. Também foi mencionado que o investigado é pai de uma recém-nascida.

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Apesar da soltura de Lucas e Thiago, permanecem presos os principais líderes do esquema, Diego Lima Datto e Patrike Noro, acusados de chefiar e organizar a rede criminosa que teria movimentado cerca de R$ 185 milhões.

A operação

Deflagrada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (Denarc), a Operação Datar cumpriu 67 mandados, sendo sete de prisão preventiva, 11 medidas cautelares diversas, 14 de busca e apreensão, 19 bloqueios de contas bancárias e o sequestro de 16 veículos.

As ordens foram cumpridas em Cuiabá, Primavera do Leste, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A investigação apontou que integrantes do grupo, incluindo familiares, movimentavam valores expressivos em contas próprias, sem lastro legal, com fracionamento e circulação em contas de pessoas físicas e jurídicas para ocultar a origem ilícita do dinheiro.

Entre os investigados, está ainda o servidor comissionado da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Vinicius Curvo Nunes, que foi alvo de mandado de busca e apreensão.

 

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