JOÃO AGUIAR
DO REPÓRTERMT
O homem que foi baleado durante a execução de Ederson Matos, 37, na noite de sábado (03), era amigo da vítima e só soube da morte enquanto recebia o próprio atendimento médico em uma unidade de saúde do Pedra 90. Segundo ele, não houve tempo para qualquer reação, pois o assassino chegou "do nada".
“Nós não percebemos quem chegou e nem de onde veio. Escutei o primeiro tiro e corri para o fundo do mercado. Não deu para ver mais nada”, conta o homem, que não quis ter a identidade divulgada.
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Como já noticiado pelo Repórter MT, Ederson era coordenador da Policlínica do bairro há cerca de dois anos e tinha um supermercado na região.
No dia do crime, Ederson estava no estabelecimento atendendo normalmente os clientes, quando o criminoso entra no local e atira para matar o coordenador. Um dos tiros atingiu a testemunha.
“Não estávamos esperando isso. Nada. Estávamos conversando, tudo tranquilo. Atendimento normal. Encostei para conversar com ele quando ouvi o primeiro estralo eu já sai correndo”, afirma.
O homem ainda diz que Ederson era uma boa pessoa. “Um cara gente boa, parceiro conhecido de todo mundo. Triste. Mas volto a frisar que, em momento algum, ninguém reparou chegando a moto, quem foi. Não consegui nem ver se estava de capacete. Quando senti que pegou meu braço, eu só corri”, completa.
O crime
Ederson Matos foi executado dentro de um supermercado no bairro Pedra 90 na noite de sábado. Ele atendia clientes normalmente e conversava com um amigo, quando o criminoso invadiu o estabelecimento e passou a atirar.
O homem morreu ainda no local. O amigo foi socorrido e teve um ferimento no braço.
Após o crime, os criminosos chegaram a trocar tiros com a polícia, mas conseguiram escapar fugindo pelo Cinturão Verde. Um helicóptero da PM chegou a ser empregado nas buscas, mas nenhuma prisão foi realizada. A Polícia Civil investiga o caso.
Em nota divulgada logo após a confirmação da morte de Ederson, ainda na noite de sexta, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), e a secretária municipal de saúde, Suelen Alliend, lamentaram a morte do profissional.
“Foi com muita dor e com uma imensa tristeza que recebi a notícia da morte do amigo Ederson, coordenador da Policlínica do Pedra 90. Com o coração desolado, peço a Deus muita força para a família. Que Ele possa consolar e dar o conforto necessário a todos para superar esse momento de profundo sofrimento”, disse Pinheiro.
O crime é apurado pela Polícia Civil.















