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Cuiabá, 15 de Março de 2025
15 de Março de 2025

12 de Agosto de 2014, 19h:54 - A | A

POLÍCIA / POLÊMICA

SMTU aprova uso de armas não letais por amarelinhos, em Cuiabá

LISLAINE DOS ANJOS
MIDIANEWS



A Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (SMTU) se posicionou a favor do uso de armas não letais pelos agentes de trânsito da Capital, conhecidos como “amarelinhos”.

Os agentes defendem a aprovação do projeto de lei que permite à categoria andar armada, como forma de diminuir os conflitos constantes entre amarelinhos e motoristas.


"Eu sou a favor do respeito do motorista pelo agente de trânsito. Mas, como isso nem sempre existe, sou a favor das armas não letais"

O titular da SMTU, Antenor Figueiredo, afirmou que os amarelinhos se enquadram como agentes de segurança no trânsito e devem contar com o apoio de material não letal para garantir a sua própria segurança.

"Eu sou a favor do respeito do motorista pelo agente de trânsito. Mas, como isso nem sempre existe, sou a favor das armas não letais"


“Eu sou a favor do respeito do motorista pelo agente de trânsito. Mas, como isso nem sempre existe, sou a favor das armas não letais”, disse ao MidiaNews.

De acordo com Figueiredo, o Projeto de Lei apresentado pela categoria será encaminhado ao prefeito Mauro Mendes (PSB), para que ele regulamente qual tipo de arma poderá ser utilizada pelos agentes.

“Dentre as armas não letais, temos o bastão retrátil, o spray de pimenta e a pistola taser (arma de choque). Particularmente, considero a teaser uma arma letal, porque o impacto depende muito de como você a utiliza. Se depender de mim, pedirei para que não seja incluída”, afirmou.

Segundo o representante da categoria e supervisor de Trânsito, Jeancarlo Costa Campos, o Projeto de Lei já se encontra na Procuradoria-Geral do Município (PGM), cuja avaliação deve durar cerca de 30 dias.

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“Tudo indica que a resposta será positiva e que o Projeto de Lei logo será encaminhado à Câmara dos Vereadores, para votação. Na Câmara, já apresentei o projeto para 20 dos 25 vereadores e tenho certeza que teremos o apoio deles. Tudo isso deve estar regulamentado dentro de 60 dias”, disse.

Além das armas não letais, os agentes também solicitam a aquisição e uso de coletes à prova de balas.

“Não sabemos qual será a reação do munícipe ao chegarmos com uma pistola teaser, por exemplo. Se ele estiver armado, poderá disparar contra o agente”, exemplificou.

Preparação

Segundo Antenor Figueiredo, a pasta defende o armamento dos amarelinhos, desde que haja aprovação em cursos de capacitação e de reciclagem antes de conceder os materiais – ainda que não letais – a cada agente.

“Precisamos disso para vermos quem realmente pode andar armado. Hoje, eu confesso que tem agente que não pode usar uma arma taser, por exemplo, por falta de

"Hoje, eu confesso que tem agente que não pode usar uma arma taser, por exemplo, por falta de preparo psicológico"

preparo psicológico”, disse.

Para o representante da categoria, os cursos de capacitação devem durar pelo menos seis meses e serem tão completos quanto àqueles feitos por militares para deterem a posse de arma.

“Temos que ter cursos de capacitação, teste psicotécnico e passar pela Polícia Federal para tirar o porte de arma. Sem isso, eu defendo que não podemos usar nem arma letal ou não letal. Ninguém pode sair armado na rua, ainda com um teaser, sem preparação. Já pensou utilizar um teaser de maneira equivocada em uma pessoa que passou por cirurgia de ponte safena, por exemplo?”, disse.

Diminuição da violência

Segundo o secretário de Transportes, Cuiabá conta com 189 agentes de trânsito (trabalho externo) e de transporte (trabalho interno).

A maioria do grupo trabalha nas ruas e são aqueles que mais ficam expostos à violência, segundo Campos, atuando em turnos das 6h à meia-noite.

 

“Com a aprovação desse projeto de lei, a situação ficará mais sob controle. Acredito que diminuiremos essas ocorrências de agressões em 90%, se não mais”, afirmou.

O agente não acredita que o ato possa implicar em mais hostilidade entre a população e os amarelinhos e defende que é a forma encontrada pela categoria para impor respeito, como agentes de segurança no trânsito.

“Não queremos maldade nenhuma para a sociedade. Queremos apenas precaver a nossa vida, porque pegamos munícipes alterados”, disse. 

O pedido pela regulamentação da carreira dos agentes ganhou mais força após a briga registrada no Centro da Capital, no dia 10 de julho, quando o agente Luiz Cláudio Nunes e o motorista Ezequiel Cândido trocaram socos e tapas, durante uma notificação de multa por estacionamento irregular.

 

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salvador jr 13/08/2014

O povo tem que mover uma ação popular impedindo que isso aconteça.

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Marques 13/08/2014

Isso é uma vergonha estao colocando a população em risco, esses amarelinhos nao tem preparo nem pra atuar na suas devidas funções, imagina usando uma arma dessas. Senhor Antenor vc devia levantar da sua cadeira e rodar nas ruas da capital e ver o que realmente os seus funionarios fazem quando o transito ta caotico, e nao quer que os motoristas reclamem ou se revoltam? vcs estao sendo ipocritas, é mesma coisa que colocar uma arma na mao de uma criança e dizer pra ela nao atirar, oq acha que vai acontecer??

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thiago andre de arruda nogueira 13/08/2014

esse secretario ai só visa a grana, esses amarelinhos deveriam passar por um ardo treinamento, ou com a própria policia militar ou com a policia rodoviária federal.

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