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11 de Setembro de 2026

03 de Setembro de 2026, 14h:17 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO ROTA FANTASMA

Polícia mira grupo que fraudava veículos alugados em MT e levava automóveis para a Bolívia

Investigações apontaram que o grupo pegava veículos em locadoras em MT, adulterava os sinais identificadores e os levava para a fronteira

Assessoria / Policia Civil

Ao todo, são cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão.

Ao todo, são cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão.

DO REPÓRTERMT



A Polícia Civil deflagrou hoje (3) a Operação Rota Fantasma, para cumprimento de nove ordens judiciais contra investigados por participação em um esquema de obtenção fraudulenta de veículos, adulteração de sinais identificadores e posterior deslocamento dos automóveis em direção à região de fronteira com a Bolívia.

Ao todo, são cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, após representação da Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público.

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A investigação, realizada pela Delegacia de Polícia de Paranatinga, teve início após um Fiat Strada, avaliado em aproximadamente R$ 91 mil, ser retirado de uma locadora em Paranatinga mediante a utilização de documentos pertencentes a terceiro. O automóvel não foi devolvido e, durante as investigações, a Polícia Civil apurou que o veículo havia deixado o território nacional, tendo como última localização registrada a Bolívia.

O aprofundamento das investigações revelou uma dinâmica que não se limitava a um fato isolado. Outros veículos teriam sido obtidos em circunstâncias semelhantes, em diferentes cidades, usando documentos de terceiros, meios de pagamento vinculados a outros integrantes do grupo e rápida retirada dos automóveis das localidades de origem.

As investigações apontam ainda que os veículos eram transportados pelo interior de Mato Grosso e por outros estados até a região de fronteira. Em alguns episódios, foram identificados indícios de retirada de rastreadores, troca de placas, adulteração de sinais identificadores e contratação de pessoas para transportar os veículos até a fronteira boliviana.

A apuração policial indica que os investigados atuavam em diferentes frentes, envolvendo a obtenção dos veículos, o financiamento das operações, o apoio logístico, a intermediação e o transporte.

O nome “Rota Fantasma” faz referência justamente ao percurso adotado pelos veículos após a obtenção fraudulenta, que passariam rapidamente por diferentes cidades e estados, com adoção de medidas destinadas a dificultar seu rastreamento até o desaparecimento em direção à fronteira.

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