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10 de Outubro de 2026, 11h:54 - A | A

POLÍCIA / CASO BRENO

Perícia constata que professor morto em VG levou facadas no pescoço, peito e região íntima

Conforme apurado pelo RepórterMT, a vítima foi atingida com pelo menos sete golpes no tórax e abdômen, três no pescoço e outros três na região íntima.

Reprodução/ Montagem

Breno Antonio Humberto de Moraes, de 25 anos, foi encontrado morto em um brejo alagado, em Várzea Grande.

Breno Antonio Humberto de Moraes, de 25 anos, foi encontrado morto em um brejo alagado, em Várzea Grande.

KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



O laudo preliminar da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) constatou que o professor Breno Antonio Humberto de Moraes, de 25 anos, foi esfaqueado ao menos 13 vezes antes de ter o corpo deixado em um brejo alagado no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande. O cadáver foi localizado pela Polícia Civil na noite de quinta-feira (8), após a prisão de um dos envolvidos no crime. Conforme apurado pelo , sete golpes atingiram o tórax e o abdômen, três foram desferidos no pescoço e outros três na região íntima.

Breno estava desaparecido desde 26 de setembro, quando saiu de casa, no bairro Capela do Piçarrão, em Várzea Grande, e não voltou. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele subiu na garupa de uma moto, uma das últimas pistas sobre seu paradeiro.

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A investigação, inicialmente conduzida pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas, foi transferida para o Cartório de Homicídio Consumado da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) após o surgimento de indícios de que o professor poderia ter sido assassinado.

O corpo foi encontrado depois que o serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, conhecido como “Bigode”, foi preso na quinta-feira (8) na região do Lago do Manso e indicou aos policiais o local onde a vítima estava. Ele confessou o assassinato e permanece preso temporariamente.

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Outros envolvidos

Segundo o delegado Bruno Abreu, responsável pelo caso, há indícios de que outras pessoas participaram do homicídio. Em depoimento, Elias afirmou que dois outros indivíduos teriam atuado no crime. A Polícia Civil trabalha para identificar os suspeitos e esclarecer a participação de cada um.

O investigado também alegou que matou Breno para impedir que a esposa descobrisse uma suposta relação extraconjugal. Segundo a versão apresentada por ele, a vítima estaria ameaçando revelar informações sobre os encontros. A Polícia Civil, porém, ainda apura a motivação e não confirmou as alegações de chantagem.

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O delegado também informou que a investigação busca esclarecer se houve pagamento pela execução. A dinâmica completa do assassinato e a eventual participação de outros envolvidos continuam sob apuração.

Família cobra Justiça

Após a confirmação da morte, o irmão gêmeo de Breno, Bruno Humberto, publicou homenagens nas redes sociais e prometeu buscar Justiça pelo crime. Em uma das mensagens direcionadas à Elias, ele escreveu: “Você vai pagar! Eu prometi justiça ao meu irmão. Eu vou cumprir”.

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A família e os amigos também organizaram uma campanha para arrecadar dinheiro para as despesas do sepultamento do professor.

O laudo definitivo da Politec deverá ser anexado aos autos para subsidiar o andamento da investigação e as medidas judiciais relacionadas ao caso.

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