Cuiabá, 09 de Outubro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
09 de Outubro de 2026

09 de Outubro de 2026, 13h:20 - A | A

POLÍCIA / SEGREDO MORTAL

Serralheiro nega relacionamento com professor assassinado e diz que vítima ameaçava expor encontros com outras mulheres; vídeo

Segundo o delegado Bruno Abreu, o investigado afirmou que estava sendo pressionado pela vítima e que decidiu cometer o crime para que a família não soubesse da suposta traição.

Montagem/RepórterMT

Elias Samuel Delgado da Silva (à esq.) foi preso pelo assassinato de Breno Antonio Humberto de Moraes (à dir.).

Elias Samuel Delgado da Silva (à esq.) foi preso pelo assassinato de Breno Antonio Humberto de Moraes (à dir.).

KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



O serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, conhecido como “Bigode”, alegou na manhã de hoje (9) que matou o professor Breno Antonio Humberto de Moraes, de 25 anos, para que ele não revelasse supostas traições à esposa de Elias. Segundo o delegado Bruno Abreu, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, o investigado afirmou que estava sendo pressionado pela vítima e que decidiu cometer o crime para que a família não soubesse do suposto caso.

Leia mais - Corpo de professor desaparecido em Várzea Grande é localizado pela Polícia Civil; suspeito foi preso

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

A versão foi apresentada durante depoimento colhido na manhã desta sexta, após Elias confessar novamente o crime. Conforme o delegado, o serralheiro negou ser homossexual e alegou que Breno ameaçava enviar fotos e outras informações à esposa dele. A Polícia Civil, no entanto, ainda apura as circunstâncias relatadas pelo investigado e informou que, até o momento, não encontrou elementos que comprovem essas alegações.

“Ele tava recebendo muita chantagem, de enviar fotos, de enviar coisas de mulheres pra esposa”, relatou Bruno Abreu ao resumir a versão apresentada pelo criminoso.

Leia mais - Polícia investiga motivação passional na morte de professor; suspeito mantinha contato antigo com vítima

Segundo o delegado, Elias afirmou que resistia às tentativas de encontro com Breno e que, no dia do crime, teria recebido uma foto com uma mensagem indicando que ficaria sem a família caso a esposa descobrisse a situação.

Ainda de acordo com o relato do acusado, ele conversou com um conhecido, que também estaria passando pela mesma situação. Os dois teriam decidido agir juntos contra o professor. A polícia investiga a participação de outras pessoas e busca esclarecer se a suposta chantagem foi, de fato, a motivação do assassinato.

Leia mais - Acusado de matar professor em VG surpreendeu policiais pela frieza e caiu em contradições, diz delegado

Dinâmica do crime

Durante o depoimento desta sexta, Elias também apresentou mais detalhes sobre como Breno teria sido levado até o local onde o corpo foi encontrado, na noite dessa quinta-feira (8), no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande.

Conforme a versão relatada ao delegado, um dos envolvidos teria buscado Breno de moto, enquanto Elias seguia atrás em um Corolla. No local do crime, uma terceira pessoa já estaria à espera do professor e teria o segurado pelo pescoço, além de pegar o celular dele.

Leia mais - Família faz vaquinha para custear sepultamento de professor morto em VG

Elias confessou o crime e indicou à polícia o local onde o corpo estava. A Polícia Civil afirma ter reunido elementos técnicos que apontam o envolvimento direto do serralheiro, que inicialmente apresentou versões contraditórias e negou participação no caso.

O delegado confirmou que há indícios da participação de mais envolvidos no homicídio.

Leia mais - Delegado confirma envolvimento de mais pessoas na morte de professor Breno

Facada na região íntima

Inicialmente, a perícia identificou uma lesão provocada por faca na região escrotal de Breno, sem corte no pênis, conforme informações divulgadas anteriormente pelo . O corpo do professor foi encontrado em uma área de brejo após quase duas semanas de desaparecimento.

Leia mais - Delegado: Perícia identificou que o professor de VG levou facada na região íntima

Breno havia sido visto pela última vez em 26 de setembro, quando saiu de casa, no bairro Capela do Piçarrão, em Várzea Grande. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele subiu na garupa de uma moto.

A investigação segue sob responsabilidade da DHPP, que apura a motivação do crime, a participação de outros suspeitos e a dinâmica completa do homicídio.

Veja vídeo:

Comente esta notícia