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09 de Outubro de 2026

09 de Outubro de 2026, 17h:54 - A | A

POLÍCIA / CASO BRENO

Laudo aponta que professor de VG foi morto com três facadas no tórax e abdômen além de corte na região íntima

Perícia da Politec detalha brutalidade em assassinato de Breno Antônio em Várzea Grande.

Reprodução

Delegado Bruo Abreu conduz as investigações, que ainda deve apontar mais participantes na morte de Breno.

Delegado Bruo Abreu conduz as investigações, que ainda deve apontar mais participantes na morte de Breno.

ANA ADÉLIA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



O laudo necroscópico preliminar elaborado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) revelou  hoje (9) que o professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, morto em Várzea Grande, sofreu três facadas profundas que atingiram o tórax e o abdômen, além de uma perfuração na região íntima. O corpo foi encontrado nessa quinta-feira (8) em uma região de brejo no bairro 13 de Setembro.

De acordo com as informações repassadas pelo delegado Bruno Abreu, titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os golpes foram desferidos com uma arma branca de grande porte, deixando trajetórias profundas e transfixantes. Os exames de raio-X descartaram a presença de marcas de tiros.

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Sobre os achados na região anal, a perícia apontou preliminarmente que não houve cortes por arma branca no local, sendo as alterações avaliadas como possíveis reflexos da ação da fauna após a morte.

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O crime foi descoberto após a prisão do serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, conhecido como "Bigode". Detido no Lago do Manso, ele confessou a autoria do homicídio e indicou aos policiais onde o corpo estava.

Conforme a DHPP, o inquérito agora busca identificar e prender mais dois suspeitos que teriam participado da execução. 

O laudo definitivo da Politec será anexado aos autos para embalar a denúncia do Ministério Público.

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Reprodução

 

 

preso envolvido no desaparecimento de professor em VG

Suspeito da morte, Elias Samuel foi preso no Manso.

O desaparecimento de Breno vinha sendo tratado com prioridade e alta complexidade pela Delegacia de Homicídios desde que ele deixou sua residência, no bairro Capela do Piçarrão, no final de setembro. Na ocasião, câmeras de segurança registraram o momento em que o jovem caminhava com um celular e um capacete antes de subir na garupa de uma motocicleta.

A linha de investigação da Polícia Civil ganhou contornos mais graves ao longo das semanas, sobretudo após a constatação de mensagens atípicas enviadas do aparelho da vítima e de indícios que apontavam para uma execução. O delegado Bruno Abreu já havia admitido publicamente a forte probabilidade de que o professor estivesse morto.

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Com a localização do corpo e a prisão do investigado, o caso entra em uma nova fase de apuração policial para determinar a motivação do crime, a eventual participação de outros envolvidos e a dinâmica completa da ocorrência. Novas informações oficiais devem ser repassadas pela Polícia Civil nas próximas horas.

Imagens mostram professor subindo na garupa de moto minutos antes de sumir em Várzea Grande:

O caso

Breno foi visto pela última vez deixando o bairro Capela do Piçarrão na garupa de uma moto. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele caminhava pela região com um celular e um capacete, antes de encontrar o motociclista e subir no veículo.

Desde o desaparecimento, familiares também relataram ter recebido mensagens consideradas estranhas enviadas pelo celular do professor. A Polícia Civil passou a tratar o caso como de alta complexidade e manteve as diligências para esclarecer o paradeiro da vítima.

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O delegado Bruno Abreu, responsável pelas investigações, já havia confirmado que a polícia trabalhava com a possibilidade de Breno estar morto. Na ocasião, porém, ressaltou que as diligências continuavam para esclarecer o que havia acontecido.

Com a prisão de “Bigode”, a Polícia Civil intensificou as buscas pelo professor e tenta agora localizar o corpo para avançar na investigação. As diligências continuam e novas informações devem ser divulgadas pela Polícia Civil. 

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