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30 de Outubro de 2026

30 de Abril de 2026, 09h:29 - A | A

POLÍCIA / ESQUEMA DE RACHADINHA

Operação que investiga desvio de emendas mira empresário do ramo de esportes pela segunda vez em Cuiabá

Empresa Sem Limite Esporte e Evento LTDA, que tem como sócio João Nery Chiroli, foi alvo do Naco e Gaeco na manhã de hoje (30)

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João Nery Chiroli está envolvido em esquema de "rachadinha" de emendas parlamentares

João Nery Chiroli está envolvido em esquema de "rachadinha" de emendas parlamentares

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



A operação deflagrada na manhã de hoje (30) pelo Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), para apurar um esquema de “rachadinha” de emendas parlamentares, é resultado da continuidade das investigações da Operação Gorjeta, deflagrada em janeiro deste ano. Entre os alvos desta segunda etapa da operação estão o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo), o vereador de Cuiabá Cezinha Nascimento (União), o Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT), o Instituto Brasil Central (IBRACE) e a empresa Sem Limite Esporte e Evento LTDA, que tem como sócio o empresário João Nery Chiroli.

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João Chirolli também é dono da empresa Chirolli Uniformes. Ele foi alvo da primeira fase da operação e apontado como principal operador financeiro do esquema de “rachadinha” de emendas.

Na primeira fase da operação, além de Chirolli, foram alvos o Instituto IBRACE e seu presidente, Alex Jones Silva, o vereador Chico 2000, os servidores da Câmara Municipal de Cuiabá Rubens Vuolo Júnior, chefe de gabinete de Chico 2000, e Joaci Conceição Silva, lotado no gabinete do vereador Mário Nadaf (PV). Magali Gauna Felismino Chiroli, esposa de João Chirolli, também foi alvo.

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De acordo com as investigações, tanto o deputado Elizeu quanto os vereadores Cezinha Nascimento e Chico 2000 destinavam emendas às empresas de Chirolli, que posteriormente devolvia valores aos parlamentares responsáveis pela destinação dos recursos públicos.

Na primeira fase, foi revelado que o IBRACE funcionava como uma “entidade de passagem” para drenar dinheiro público. Segundo relatório da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), somente em abril de 2025 o instituto recebeu R$ 1,35 milhão em emendas e, em poucos dias, repassou 95% do montante, cerca de R$ 1,29 milhão, para a empresa Sem Limite Esporte e Eventos, comandada por Chiroli.

Além disso, levantamento feito pela reportagem identificou repasses de quase R$ 3 milhões ao instituto entre 2024 e 2025, provenientes de emendas do vereador Chico 2000, para a realização de corridas como a 35ª e 36ª Corrida Senhor Bom Jesus de Cuiabá, 5ª e 6ª Corrida do Legislativo e 1ª Corrida de Rua Popular.

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Em janeiro, o vereador Chico 2000 foi afastado e chegou a ser alvo de dois pedidos de cassação, que foram rejeitados pela Câmara. No início de abril, ele voltou ao cargo.

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Após a revelação do esquema, o juiz Cássio Leite de Barros Neto, do Núcleo de Justiça do Juiz das Garantias de Cuiabá, determinou a realização de uma auditoria para investigar emendas enviadas por sete vereadores, entre eles Cezinha Nascimento.

Kássio Coelho (Podemos), Lilo Pinheiro (PDT), Dr. Luiz Fernando, Wilson Kero Kero (PMDB) e Rodrigo Arruda e Sá (PSDB) também foram alvos da auditoria, realizada pela Controladoria-Geral do Município de Cuiabá.

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