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Cuiabá, 05 de Junho de 2026
05 de Junho de 2026

07 de Abril de 2026, 11h:52 - A | A

POLÍTICA / FUGIU DA IMPRENSA

Chico 2000 retorna à Câmara de Cuiabá após afastamento por esquema com emendas: "Esta é minha casa"

O vereador foi alvo da Operação Gorjeta, deflagada em janeiro, que apua esquema de desvio de emendas parlamentares em repasses para realização de corridas de rua.

MICHEL FASOLO
DO REPÓRTERMT



O vereador de Cuiabá, Chico 2000 (sem partido) retornou à Câmara Municipal hoje (7), após dois meses afastado e fugiu de declarações à imprensa. 
Ele foi afastado por determinação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, devido às investigações da Operação Gorjeta, deflagada em janeiro, que apua esquema de desvio de emendas parlamentares em repasses para realização de corridas de rua.

Questionado sobre o retorno ele se limitou a dizer que estava feliz em voltar: "Aqui é minha casa, estou aqui há 20 anos". (Veja o vídeo no final da matéria)

Segundo as investigações, verbas destinadas a projetos esportivos, como corridas de rua, estariam sendo "devolvidas" ao vereador ou utilizadas para fins particulares, incluindo a reforma de um imóvel. O prejuízo estimado aos cofres públicos supera os R$ 3 milhões.

Leia mais: Polícia pediu à Justiça prisão preventiva para o vereador Chico 2000 e o empresário Chiroli

Chico teve o pedido de cassação negado pelos vereadores. Ao analisar o pedido da defesa, os magistrados entenderam que a manutenção do afastamento por tempo indeterminado configurava uma "cassação indireta" de mandato e que não havia fatos novos (contemporâneos) que justificassem manter o parlamentar fora de suas funções.

Entretanto, não é a primeira vez, neste mandato, que o vereador é alvo de investigações. Ainda no dia 2 deste mês, ele e o colega Sargento Joelson (PSB) tornaram-se réus após decisão do juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

Eles são acusados de associação criminosa, lavagem de dinheiro e outros crimes. O caso é investigado no âmbito da Operação Perfídia, deflagrada em abril de 2025.

O Ministério Público de Mato Grosso acusa os parlamentares, além de Rubens Vuolo Júnior, ex-chefe de gabinete de Chico 2000, de integrarem um esquema criminoso estruturado, por meio do qual teriam obtido vantagens ilícitas e realizado lavagem de dinheiro para ocultar a origem dos valores.
Mesmo investigado na Operação Perfídia, Chico 2000 retornou à Câmara Municipal com habeas corpus concedido pela Quarta Câmara Criminal. Após o escândalo, em menos de um ano, ele voltou a ser alvo de polêmicas por supostos atos de corrupção, desta vez no âmbito da Operação Gorjeta, e novamente foi reconduzido ao cargo de vereador.

 

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eleitor revoltado 07/04/2026

não foi mas nada Charlene depois de tantos rolos o homem já estava trabalhando em uma peixaria no são Gonçalo beira que nem dele é aí volta para casa dos horrores

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