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31 de Dezembro de 2016, 14h:43 - A | A

POLÍCIA / ROUBO DE CARROS

Ocorrências aumentaram 22% em Cuiabá: são quase 1 mil casos em 2016

Os números são referentes às ocorrências de janeiro a novembro, quando 999 carros foram roubados na Capital. Em 2015 foram 817

LUIS VINICIUS
DA REDAÇÃO



De janeiro a novembro de 2016, 999 carros foram roubados em Cuiabá. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), e apontam um aumento de mais de 22%, em relação ao mesmo período de 2015, quando foram registrados 817 roubos.

"Quando tem esse crescimento, provavelmente deve-se à uma quadrilha especializada no roubo e na receptação. Provavelmente, esses bandidos estavam presos e voltaram a atuar no roubo dos veículos", disse o delegado da Ferrfva.

De acordo com o levantamento, o mês de outubro foi o que mais registrou ocorrências deste crime da Capital. Ao todo, foram 112 carros roubados em 31 dias. O período obteve o maior índice desde janeiro de 2014.

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O mês de março teve 108 registros, sendo o  segundo maior índice de 2016.

Em Várzea Grande os crimes apresentaram aproximadamente a mesma porcentagem que em Cuiabá. De janeiro a novembro de 2016, 509 veículos foram roubados.

O índice representa aumento de um pouco mais de 19%, em relação aos 426 de 2015.

O mês de março foi o primeiro da lista, com 80 roubos em 31 dias.

Ao , o delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, titular da a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva), disse que o índice de roubos de carros sempre varia, mas o grande número registrado no fim do ano deve estar ligado à alguma grande quadrilha.

“Os crimes têm aumentado de uma maneira geral na região metropolitana. Se pegarmos os números dos anos anteriores, vamos ver que esse número oscila muito, seja para mais ou para menos. Quando tem esse crescimento, provavelmente deve-se à uma quadrilha especializada no roubo e na receptação. Provavelmente, esses bandidos estavam presos e voltaram a atuar no roubo dos veículos. Existem quadrilhas especializadas vivem só desse tipo de crime. Há um tempo atrás já tivemos várias ações da Polícia fechando algumas oficinas que recebiam peças roubadas. É difícil apontar o motivo do aumento, mas acredito que deva estar atrelado neste caso”, diz.

De acordo com o delegado, os crimes de roubo a carros geralmente têm três motivações.

A primeira é alimentar quadrilhas especializadas em desmanches e comercialização das peças. A outra, mais comum, é a “exportação” dos automóveis para países vizinhos, principalmente a Bolívia, onde os carros entram com maior facilidade devido à pouca fiscalização.

A terceira trata-se de roubos às residências nos quais os bandidos levam o veículo para a rota de fuga. Nesses casos, geralmente o bem é abandonado.

“Há tempos atrás as investigações mostravam que os principais crimes de roubo de veículos eram cometidos para desmanches. No entanto, devido às operações realizadas pela Polícia esses ‘estabelecimentos’ estão sendo fechados e assim fizeram com que os crimes na época diminuíssem. Logo após, os bandidos começaram a atuar na forma de ‘exportação’ para os países vizinhos. Agora, o que se vê é esse grande número de assaltos à residências, onde os bandidos fazem as famílias como reféns e levam os veículos das vítimas”, explicou.

“Preferidos”

Na última semana, a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva), apontou que os carros mais procurados pelos ladrões, são Corolla, a picate Strada, a caminhonete Hilux, o carro Gol e a motocicleta CG 150.

Prisões

Segundo Teixeira, em 2016, aproximadamente 300 bandidos foram presos acusados de roubos de carro em Cuiabá e Várzea Grande.

Foram 204 pessoas presas em flagrante e 91 em cumprimento de mandados de prisão, totalizando 295 presos, em investigações da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva), da Polícia Judiciária Civil (PJC). Os resultados também alcançaram 130 operações deflagradas.

“Dessas prisões foi possível tirar de circulação grandes quadrilhas que vinham agindo na região metropolitana. Quadrilhas essas, especializadas em roubos de veículos das diversas formas, aquelas que visam adulterar o veículo e comercializar para o interior,  revenda de peças de veículos roubados em outros estados e também atravessar a fronteira com a Bolívia e o Paraguai, para trocar por drogas e armas”, disse o delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, titular da Derrfva.

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