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27 de Julho de 2026, 10h:27 - A | A

POLÍCIA / MORTE POR ENCOMENDA

Mulher tenta liberar pistola usada por marido para matar Advogado Renato Nery

RepórterMT

MP pede que arma usada para matar Renato Nery continue apreendida

MP pede que arma usada para matar Renato Nery continue apreendida

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) pediu que a pistola Glock usada para matar o advogado Renato Nery, em julho de 2024, em Cuiabá, permaneça apreendida até o julgamento de todos os envolvidos no assassinato.

A manifestação, protocolada na última sexta-feira (24) e assinada pelo promotor Rodrigo Ribeiro Domingues, foi apresentada após a mulher do executor Alex Roberto de Queiroz Silva pedir a liberação dos bens apreendidos depois que ele foi condenado a 33 anos e 10 meses de prisão pelo assassinato.

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No pedido, o órgão sustenta que a manutenção da apreensão da arma é necessária diante da existência de outros envolvidos no crime que ainda aguardam julgamento.

Além disso, a arma está vinculada a outros processos criminais.

“Não obstante a conclusão dos exames periciais pertinentes, a manutenção da apreensão do armamento mostra-se necessária, considerando a existência de outros réus ainda pendentes de julgamento, bem como a vinculação da referida arma a outros processos criminais”, diz trecho da manifestação.

Renato Nery foi assassinado no dia 5 de julho de 2024, em frente ao seu escritório, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. Ele foi atingido por sete tiros, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada do dia seguinte.

A motivação seria uma disputa judicial por uma área de mais de 12 mil hectares localizada no município de Novo São Joaquim. Após décadas, Renato Nery tornou-se coproprietário da terra, o que teria causado insatisfação no casal de empresários Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi, de Primavera do Leste (a 234 km de Cuiabá), apontados como mandantes do crime.

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A denúncia do Ministério Público aponta que Julinere e Cesar prometeram R$ 215 mil pela morte do advogado.

Alex Roberto foi o executor, enquanto os policiais militares Ícaro Nathan Santos Ferreira, Jackson Pereira Barbosa e Heron Teixeira Pena Vieira teriam atuado como intermediários do crime.

Até o momento, apenas o executor foi julgado.

Falso confronto

Ainda de acordo com a denúncia do MP, os policiais militares Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros Ramos e Wekcerlley Benevides de Oliveira forjaram um confronto no Contorno Leste, em Cuiabá, para dar fim à Glock usada para matar Renato Nery.

A ação resultou na morte de um jovem de 26 anos e deixou dois adolescentes, de 16 anos, feridos.

Após o falso confronto, a arma supostamente encontrada no local foi entregue em mãos por Jorge Rodrigo. Posteriormente, a perícia constatou que a pistola, que possui seletor de tiro automático e foi adaptada para disparos em rajada, é a mesma usada para assassinar Renato Nery e outra vítima, em 2022.

No boletim de ocorrência sobre o confronto, os quatro PMs inseriram informações falsas.

Os quatro são acusados de homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado, fraude processual, porte ilegal de arma de fogo e organização criminosa.

Durante a tramitação do processo, eles chegaram a ser presos, mas foram soltos e retornaram ao trabalho.

Contudo, após determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foram presos novamente e permanecem detidos.

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