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Cuiabá, 13 de Julho de 2024
13 de Julho de 2024

13 de Junho de 2024, 17h:57 - A | A

POLÍCIA / CASO ZAMPIERI

Justiça nega prisão domiciliar para coronel do Exército acusado de envolvimento em assassinato de advogado

Etevaldo Caçadini está preso no 44º Batalhão de Infantaria Motorizado, em Cuiabá.

APARECIDO CARMO
DO REPÓRTERMT



O juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, negou pedido da defesa do coronel de Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas para que a prisão preventiva dele fosse substituída por prisão domiciliar. Caçadini é acusado de ser o financiador da execução do advogado Roberto Zampieri e está preso desde janeiro deste ano.

Zampieri foi assassinado quando saía de seu escritório, no bairro Bosque da Saúde, na Capital, em 5 de dezembro de 2023. Além do coronel Etevaldo Caçadini, o Ministério Público já denunciou outras duas pessoas: Antônio Gomes da Silva, acusado de ser o executor, e Hedilerson Fialho Martins Barbosa, o intermediário.

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A defesa de Caçadini, que em março viu a presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Maria Thereza de Assis Moura, negar um habeas corpus ao seu cliente, alegou que exames médicos constataram a presença de troponina no organismo do coronel. Trata-se de uma enzima que pode indicar a possibilidade de infarto.

Além disso, apontou a defesa, o coronel é uma pessoa idosa, com histórico de problemas cardíacos e cólicas renais decorrentes de pedras nos rins.

Em sua decisão, o magistrado apontou que o Sistema Penitenciário fornece todo atendimento médico necessário ao denunciado “uma vez que este faz tratamentos, exames, e todo o necessário para que na medida do possível e diante de suas condições tenha o essencial para a manutenção de sua saúde”.

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Destacou ainda que Caçadini está detido em instalação do Exército, que não se compara à unidade do Sistema Prisional do Estado, onde possivelmente não receberia o “atendimento de excelência” que está recebendo por ser coronel.

O juiz ainda apontou que a defesa do militar “tenta de todas as maneiras procrastinar” o andamento do processo, que se encaminha para a designação da audiência de instrução. Além disso, apontou que Caçadini, assim como os outros envolvidos, foram denunciados por homicídio triplamente qualificado mediante paga e promessa de recompensa, recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de arma de uso restrito, o que justificaria a manutenção da prisão preventiva.

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“Com efeito, a gravidade concreta do delito e a periculosidade no caso em tela são reveladas pelo modus operandi utilizado na empreitada criminosa. Assim, sua conduta justifica, neste momento, a manutenção da prisão preventiva outrora decretada e o indeferimento da substituição pela prisão domiciliar”, diz trecho da decisão.

“Diante do exposto, conforme fundamentado acima, indefiro o pedido de substituição da prisão preventiva pela prisão domiciliar e mantenho a prisão preventiva de Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas”, concluiu o magistrado.

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