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Sábado, 12 de Novembro de 2011, 09h:50 - A | A

ASSASSINATO NA UFMT

Júri condena Tabory a 51 anos de cadeia pela morte de 3 servidores

Tabory foi condenado a 51 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado

DA REDAÇÃO

A sentença contra o servidor público Jorge Luiz Tabory, acusado de mandar matar 3 servidores da Universidade Federal de Mato Grosso em Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá), foi divulgada por volta das 22h30 . Tabory foi condenado a 51 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, mas poderá aguardar o julgamento do recurso em liberdade. Isso porque, o acusado já cumpriu quatro anos de prisão na época do crime e teve bom comportamento.

Ele começou a ser julgado na quinta-feira, quando a sessão foi suspensa por volta das 21h e retomada na manhã de sexta-feira (11). A grande mudança no julgamento ficou por conta do depoimento do outra acusado, Jaeder Silveira dos Santos, que mudou o depoimento e tentou inocentar Tabory, afirmando que os servidores federais foram mortos durante um assalto. Jaeder foi condenado em 2008 a 29 anos e 6 meses de prisão pelos assassinatos.

Jorge Luiz Tabory foi denunciado pelo Ministério Público Federal como mandante da morte da pró-reitora do Campus, Sorahia Miranda de Lima, do professor da instituição, Alessandro Luiz Fraga e do presidente do Campus, Luiz Mauro Pires Russo. Eles foram executados no dia 27 de novembro de 2007. A motivação seria a descoberta, por Sorahia, de irregularidades nos contratos de prestação de serviços de lavagem de todos os veículos oficiais pertencentes à instituição. A empresa de Tabory comandava o negócio, embora estivesse em nome de “laranjas”.

Os 3 foram mortos em frente à casa da servidora, quando retornavam de uma reunião de trabalho em Cuiabá. Jaeder efetuou 4 disparos.Os 2 foram presos 1 mês depois e denunciados pelo Ministério Público Federal em janeiro de 2008 e, desde então, permaneceram presos na Penitenciária da Mata Grande. Eles foram denunciados por homicídio qualificado e posse irregular de arma de fogo. Nas qualificadoras, o crime foi feito mediante recompensa, por motivo torpe e meio que impossibilitou qualquer defesa por parte das vítimas.

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Creusa Miranda 12/11/2011

foi pouco tem que ser perpetua pra ele

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